Réus receberam penas que variam de 11 a 93 anos de reclusão
Seis denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por esquema de extorsão apurado na Operação Arapuca foram condenados pela Justiça a penas que variam de 11 anos a 93 anos de reclusão (confira aqui a íntegra). No total, o MPGO denunciou dez pessoas, mas quatro foram absolvidas.
A Operação Arapuca foi deflagrada pelo MPGO em agosto de 2018, em parceria com a Polícia Civil, e apurava a atuação de uma organização criminosa, formada por policiais civis e advogados, que cobrava vantagens indevidas para não prender em flagrante suspeitos de crimes ou não dar continuidade a investigações contra eles. Um dos réus, inclusive, se passava por policial para extorquir as vítimas, conforme apontado na denúncia.
Na ocasião, foram cumpridos 10 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão. No âmbito do MP, a operação envolveu a atuação do então Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) – atualmente denominado Grupo de Atuação Especial no Controle Externo da Atividade Policial e na Segurança Pública (Gasep) – e do Centro de Inteligência da instituição.
Na sentença, a Justiça reconheceu a participação dos seis condenados no esquema, especialmente, na prática do crime de extorsão. Dois dos réus também foram considerados culpados por roubo. Confira abaixo a pena aplicada a cada acusado e os crimes reconhecidos:
Foram absolvidos das acusações Giovani Alves Gurgel, Ironilson Martins da Rocha, Helber Natal Souza dos Santos e Livomar Messias da Costa.
Além das penas aplicadas aos réus, a sentença decretou a cassação da aposentadoria dos três policiais civis condenados: Luiz Carlos de Melo, Márcia Rodrigues e Gilvan de Sousa.
Quatro dos réus – Danilo, Luiz Carlos, Jorge e Juliana – também terão que pagar, solidariamente, indenizações por danos morais a vítimas, em valores que variam de R$ 900,00 até R$ 5 mil. Todos os condenados estão soltos, tendo sido autorizados, na sentença, a recorrer em liberdade.
Um outro processo decorrente da operação ainda está pendente de julgamento. Ele apura extorsões contra outras vítimas e o crime de organização criminosa, tramitando na 2ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores do Estado. (Texto: Ana Cristina Arruda/Assessoria de Comunicação Social do MPGO)
Material apreendido na operação
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