A Argentina apresenta o pior e mais degenerado quadro fiscal, administrativo e orçamentário de toda a América Latina e, não por acaso, atinge e revela as piores e mais instáveis marcas socioeconômicas do planeta.
A penúria dos argentinos só não é maior do que, primeiro, a estupidez do palhaço e que diz governá-la, o circense Javier Milei; ou ainda, do que o cretinismo da imprensa fedorenta do Brasil.
Repara…
Sob insustentável e impagável endividamento público, o país se converteu em uma gigantesca máquina, uma moenda continental geradora de pobres, miseráveis e desvalidos.
A quantidade de cidadãos argentinos prostrados debaixo da linha da pobreza avançou vertiginosamente desde o primeiro semestre deste 2024 e atingiu a espetacular marca de 15,7 milhões de almas.
Esse é dado do “IBGE” deles e que se chama Instituto Nacional de Estatísticas e Censos do país (Indec)
Pois bem… Esse mesmo levantamento, divulgado em outubro desse ano e bem pouco anunciado no Brasil, envolveu trinta e um ajuntamentos ou aglomerados urbanos e suburbanos do país e mostra “tin-tin” por “tin-tin” que mais da metade da sua população (52,9%) se encontra em comprovada situação de pobreza; quadro que abarca e carcome diretamente 4,3 milhões de famílias ou a ampla fatia e que compromete 42,5% do total do país.
Esses dados, já consolidados e públicos, dão a tônica da pressão sobre o mambembe, o arremedo de presidência e exercido por um melancólico Javier Milei e que completou um trágico ano de governo.
Sim… Um interminável ano marcado por múltiplas crises sociais e econômicas e que se aprofundam em velocidade supersônica, com dívidas muito elevadas, câmbio substantivamente deteriorado, reservas internacionais no “sub-zero” e o dragão da inflação no colossal pico de 236%.
Essa é a “moto-serra” de Milei e esses são seus efeitos diretos sobre a massa da sua população.
Sua última medida é desmontar os já miúdos e fragmentarios serviços públicos da pátria, o que envolve a desinstitucionalização de todas as universidades públicas do país.
Pois sim…
Ainda segundo o Indec , 5,4 milhões de argentinos são comprovadamente indigentes; isso é 18,1% de todos os seus habitantes
Em agosto de 2023, esse índice equivalia a 3,5 milhões de pessoas ou 12% dos ” hermanos “.
De acordo com o Indec , o infame status de indigência se relaciona com indivíduos que não conseguem adquirir, com recursos próprios, UMA cesta de alimentos suficiente para suprir necessidades diárias.
Essa é a Argentina dos extremismos, do fanatismo mais estúpido, nonsense e que se possa imaginar.
Por incrível que pareça, alguma fluidez e coesão econômica para a Argentina está justamente no intercâmbio comercial promissor, estável e perene com os “demônios” do Brasil e da China, os principais parceiros comerciais com a “terra da prata”
Isso é a economia da Argentina e que avança trôpega, dúbia e irremediavelmente colapsada.
Angelo Cavalcante – Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.
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