Relatório do Dieese aponta que maioria dos reajustes superaram o INPC, com aumento real médio de 1,37%, o maior índice desde o início da série histórica em 2018
Publicado pelo Portal Vermelho
O ano de 2024 terminou com o maior percentual de reajustes salariais acima da inflação desde 2018, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta quinta-feira (23). De acordo com o estudo, 85% das negociações coletivas resultaram em ganhos reais para os trabalhadores. A média de aumento real foi de 1,37%, também a maior desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 2018.
Entre as negociações analisadas, 11,4% tiveram reajustes equivalentes ao índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), enquanto 3,6% ficaram abaixo do indicador. A inflação oficial de 2024 foi de 4,84%, e o reajuste necessário para manutenção do poder de compra é estimado em 4,77% para janeiro de 2025.
A análise aponta que os aumentos acima da inflação foram amplamente disseminados entre os setores econômicos. A indústria (85,8%) e o setor rural (86,6%) lideraram em percentuais de ganhos reais, enquanto o setor de serviços registrou o maior aumento médio (1,5%). No comércio, 81,5% dos acordos resultaram em reajustes acima da inflação, com um ganho real médio de 0,96%.
Regionalmente, o Nordeste foi a única região onde menos de 80% das negociações garantiram ganhos reais (79,4%). As regiões Sudeste e Sul se destacaram, com 87,6% e 84,7% das negociações resultando em aumentos acima da inflação, respectivamente. O maior ganho real médio foi registrado no Sudeste, com 1,51%.
Os pisos salariais também apresentaram avanços, atingindo valores médios e medianos mais altos desde 2018, atualizados pelo INPC. O piso salarial médio em 2024 foi de R$ 1.742,82, enquanto o mediano ficou em R$ 1.624,28. O setor de serviços teve o maior piso médio, com R$ 1.779,09, enquanto o comércio registrou o menor, com R$ 1.658,30.
Na visão do Dieese, esses resultados refletem a política de valorização do salário mínimo, retomada pelo governo Lula, e o fortalecimento das negociações coletivas, sob a liderança do movimento sindical. O período também foi influenciado por uma menor inflação em comparação aos anos de 2021 e 2022, que haviam pressionado os índices de reajuste necessários.
Apesar do cenário positivo na maior parte do ano, o último trimestre de 2024 registrou uma queda no percentual de negociações com ganhos reais, caindo para cerca de 75%, acompanhada de um aumento nos casos de reajustes abaixo do INPC (12% em dezembro). Esse movimento foi atribuído ao aumento da inflação no período.
O estudo do Dieese destaca a necessidade de continuar fortalecendo os instrumentos de negociação coletiva e monitorando a inflação, para garantir que o poder de compra dos trabalhadores seja mantido. Em 2025, os desafios incluem manter o ímpeto das negociações em um cenário econômico ainda em recuperação.
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