Protestos em 60 cidades denunciaram a ameaça à democracia representada pelo AfD, que cresce nas pesquisas. Manifestações ocorreram a um mês das eleições
Publicado pelo Portal Vermelho
Milhares de pessoas foram às ruas em cidades da Alemanha no último sábado (25) para protestar contra o crescimento da extrema direita, representada pelo partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que ocupa o segundo lugar nas pesquisas para as eleições de fevereiro. As manifestações foram marcadas por mobilizações em Berlim e Colônia, atraindo uma multidão que defendeu a democracia e repudiou o avanço do ultranacionalismo no país.
Em Berlim, no Portão de Brandemburgo, os manifestantes formaram o chamado “mar de luz” com lanternas de celulares e exibiram faixas contra o extremismo. O ato reuniu entre 60 mil e 100 mil pessoas, de acordo com estimativas da polícia e dos organizadores.
Já em Colônia, cerca de 40 mil pessoas participaram de uma marcha pelas ruas da cidade, carregando cartazes com dizeres como “AfD não é alternativa” e “Fora nazistas”.
As manifestações ocorreram enquanto a AfD realizava seu evento de lançamento de campanha na cidade de Halle, no leste do país. Durante o comício, que reuniu cerca de 4.500 apoiadores, o bilionário Elon Musk fez uma aparição virtual e expressou apoio ao partido, incentivando os alemães a rejeitarem o “multiculturalismo” e resgatarem o “orgulho de sua cultura”. As declarações geraram indignação e reforçaram o apelo dos protestos contra a extrema direita.
O AfD, conhecido por sua retórica anti-imigração e posições ultranacionalistas, tem crescido de forma consistente desde sua fundação em 2013. Nas eleições legislativas regionais de 2024, o partido alcançou vitórias históricas, incluindo a liderança na Turíngia, e consolidou-se como a segunda força política no parlamento federal, com 20% das intenções de voto, segundo a pesquisa mais recente.
A liderança nas pesquisas segue com a aliança conservadora CDU/CSU, liderada por Friedrich Merz, que tem 30% das intenções.
Merz, que disputa o cargo de chanceler, anunciou propostas para endurecer as políticas migratórias, incluindo a retomada de deportações e o controle das fronteiras. Embora tenha reiterado a rejeição formal a alianças com a extrema direita, as iniciativas são vistas como uma possível abertura para colaborações indiretas com a AfD no parlamento.
A posição tem sido criticada por lideranças políticas e movimentos sociais, que temem um enfraquecimento do “cordão sanitário” contra o extremismo.
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