“Ao invés de reforçar a governabilidade, ela pode aumentar a instabilidade política e enfraquecer os direitos do povo”, diz o vice-líder do governo, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Publicado pelo Portal Vermelho
Considerada mais uma investida contra a vontade popular no país e com o apoio da extrema direita, o deputado Carlos Hauly (Pode-PR) deu entrada na Câmara dos Deputados numa proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui o semipresidencialismo e o voto distrital misto no Brasil a partir das eleições de 2030.
De acordo com a proposta, o presidente eleito pelo voto popular terá que dividir o poder com um primeiro-ministro nomeado por ele, após consultar os maiores partidos da Câmara.
Por determinação constitucional, em 21 de abril de 1993, a população brasileira se manifestou, por meio de plebiscito, a favor da manutenção do Presidencialismo e da República como sistema e forma de governo, respectivamente.
Para o vice-líder do governo no Congresso, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), é justamente essa vontade do povo brasileiro que está sob ataque com a proposta protocolada na semana passada.
Leia mais: Direita e extrema-direita querem o semipresidencialismo para conter Lula
“Trata-se de mais uma tentativa de enfraquecer a democracia e a soberania popular. Ao invés de reforçar a governabilidade, ela pode aumentar a instabilidade política e enfraquecer os direitos do povo. A nossa luta sempre será por um Brasil democrático e livre”, disse o deputado.
A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, lembra que o povo brasileiro já rejeitou o parlamentarismo em dois plebiscitos (1963 e 1993).
“Mesmo disfarçada de ‘semipresidencialismo’, a proposta que voltou a circular na Câmara visa a tirar da maioria da população o direito de eleger um presidente com poderes de fato para governar. Quem tem um ‘semipresidente’ não tem presidente nenhum. É muito medo da soberania do povo ou muita vontade de governar o país sem ter de ganhar no voto”, diz.
Proposta
Pelo texto da PEC, detalhado pela Agência Câmara, o presidente da República atua como chefe de Estado e comandante supremo das Forças. A ele cabe garantir a unidade e a independência da República, a defesa nacional e o livre exercício das instituições democráticas.
Por sua vez, o primeiro-ministro, juntamente com o conselho de ministros de Estado, chefia o governo. O primeiro-ministro elabora e apresenta ao presidente da República o programa de governo e, uma vez aprovado, comunica seu teor à Câmara dos Deputados.
O primeiro-ministro deve comparecer mensalmente ao Congresso, para explicar a execução do programa de governo ou expor assunto de relevância para o país.
“A atuação do primeiro-ministro sustenta-se no apoio da Câmara dos Deputados. O primeiro-ministro e o conselho de ministros devem exonerar-se quando esse apoio faltar. Ou a Câmara pode votar a destituição do governo antes do fim do mandato, por meio do voto de censura”, diz o texto.
https://www.youtube.com/watch?v=8wGmc2ZOGYU&list=PLU7EHq4fmk62WyLxYihJgBKgJP0nCbK8p
https://www.youtube.com/watch?v=asPm9a9M4GM&list=PLU7EHq4fmk62WyLxYihJgBKgJP0nCbK8p
STF afasta prefeito e vice de Macapá em investigação sobre desvio de recursos de emendas…
Pela paz mundial, contra as guerras imperialistas de Trump! Além de dominar petróleo e…
Em dez anos, Brasil registrou mais de 13,7 mil feminicídios Somente em 2025, foram…