A coletânea foi relançada durante seminário sobre o golpe de 1964 e suas consequências realizado no Senado, nesta segunda-feira (31)
Publicado pelo Portal Vermelho
O Senado relançou a coleção “História da Ditadura: do golpe militar à redemocratização”, composta por três livros que analisam documentos oficiais dos Estados Unidos sobre o golpe, os fatores internos e externos do colapso da democracia e imagens que ilustram a radicalização política e os bastidores do golpe de 1964.
As obras relançadas foram “1964: Imagem de um Golpe de Estado”, organizado por Heloisa Starling; “Sessenta e Quatro: Anatomia da Crise” (acompanha o artigo “Quem Dará o Golpe no Brasil?”), de Wanderley Guilherme dos Santos; e “1964 Visto e Comentado pela Casa Branca”, de Marcos Sá Corrêa.
O trabalho é resultado de uma parceria entre o Conselho Editorial do Senado e o Projeto República, vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A coletânea foi relançada durante seminário sobre o golpe de 1964 e suas consequências realizado no Senado, nesta segunda-feira (31).
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“Esse seminário se realiza na confluência de dois eventos que se articulam com os debates aqui propostos: o julgamento, na semana passada, de Bolsonaro e dos generais Braga Netto e Augusto Heleno, entre outros artífices da tentativa de golpe articulado entre 2002/2023; e a divulgação pelo governo americano de documentos, até então secretos, sobre a morte do presidente Kennedy, entre eles, documentos sobre o papel dos EUA no golpe de 1964”, diz o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), presidente do Conselho Editorial do Senado.
O parlamentar afirmou que o fato de vivermos o mais longo período democrático da história do Brasil não impediu o surgimento de uma nova aventura golpista entre 2022 e 2023, com o planejamento de crimes de terror como os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Ele também destacou a importância da coleção para a consciência democrática do Brasil. “O melhor possível a fazer com a lembrança do golpe e suas consequências é trazer o conhecimento para o acesso de todos”.
Presente no evento, o presidente do PCdoB-DF, filósofo João Vicente Goulart, filho do presidente João Goulart, lamentou a falta de memória de parte da população brasileira que pede a volta da ditadura. Ele elogiou o seminário como uma forma de retratar a verdade de um período triste da história do país.
O advogado João Francisco Paiva, neto de Eunice Paiva e Rubens Paiva, afirmou que a democracia exige uma luta constante. O ex-deputado Rubens Paiva foi morto por agentes da ditadura militar em janeiro de 1971. Seu corpo nunca foi encontrado.
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