A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que esse processo é fundamental para a responsabilização dos que atentaram contra a democracia brasileira
Publicado pelo Portal Vermelho
O Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu nesta terça-feira (27) mais cinco testemunhas na ação penal pela tentativa de golpe. Entre as pessoas indicadas por Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública do Distrito Federal (DF), estava o delegado da Polícia Federal (PF) Caio Pelim, que foi surpreendido ao saber que estava sendo investigado no inquérito.
Ele era diretor de Combate ao Crime Organizado da PF e responde a inquérito de 2022, o qual acreditava que estava encerrado. Pelim é investigado pelas operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para a realização de blitzes no segundo turno das eleições para supostamente impedir que eleitores do Nordeste, visivelmente favoráveis à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, votassem.
Leia mais: STF inicia fase de depoimentos de testemunhas da trama golpista
Torres é acusado de fazer parte do “núcleo crucial” do golpe na mesma ação penal com Bolsonaro, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier dos Santos, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto.
Nesta segunda-feira (26), na condição de testemunha do general de Exército Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Cristian Schneider afirmou que Alexandre Ramagem, então diretor da Abin, tinha uma sala no Palácio do Planalto e despachava diretamente com Bolsonaro.
De acordo com ele, Ramagem era indicação de Bolsonaro, e não de Heleno, a quem a Abin estava subordinada.
Avanço
Na avaliação da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), esse processo de ouvir as testemunhas é fundamental para a responsabilização dos que atentaram contra a democracia brasileira e para a defesa do Estado Democrático de Direito.
“O Supremo avança no julgamento dos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023, com foco nas oitivas das testemunhas de defesa dos réus do ‘Núcleo 1’, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e altos membros de seu governo. Na última semana, foram ouvidas testemunhas indicadas pela defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e nesta semana, estão previstos os depoimentos do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e parlamentares aliados. As audiências, conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, prosseguem até 2 de junho. Até o momento, 31 dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República já se tornaram réus, incluindo militares e civis envolvidos na trama golpista”, avaliou.
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