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Desemprego em baixa, renda em alta

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Desemprego em baixa, renda em alta

Segundo IBGE, índice recuou para 6,6%, menor taxa desde 2015; renda média atingiu R$ 3.426 e massa de rendimentos chegou a R$ 349,4 bilhões

Divulgação

Mercado de trabalho avança e renda dos brasileiros cresce 3,2%

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril, segundo dados divulgados pelo IBGE. É o menor patamar para o período desde 2015. No mesmo trimestre do ano passado, o índice era de 7,5%. A queda confirma o ótimo momento do mercado de trabalho, que já emprega formalmente mais de 39,6 milhões de pessoas com carteira assinada no setor privado — o maior número da série histórica.

A população ocupada total chegou a 103,3 milhões de brasileiros, com 2,4 milhões de novas vagas abertas em apenas um ano. A taxa de ocupação da população em idade ativa chegou a 58,2%, e segue em crescimento contínuo. Esse número comprova a recuperação da economia e a retomada robusta do trabalho, especialmente em setores historicamente empregadores.

Em suas redes sociais, o senador (PE) e presidente nacional do PT, Humberto Costa, celebrou o índice. E lembrou que se trata “do menor para abril desde o início da série histórica, em 2012″.

 

Desemprego em baixa, renda em alta

Além do aumento no número de empregos formais, a renda média do trabalhador subiu 3,2% em 12 meses. O rendimento real ficou em R$ 3.426, e a massa de rendimentos chegou a R$ 349,4 bilhões, marcando novo recorde e alta de 5,9% em relação ao ano passado. Esse ganho reflete, entre outros fatores, a redução da inflação e a maior formalização do trabalho.

A melhora alcança diversos setores. A indústria empregou mais 471 mil pessoas em um ano; o comércio, 696 mil; e o setor de administração pública, educação e saúde, 731 mil. Também houve avanço no transporte (+257 mil) e nas áreas de informação, finanças e serviços profissionais (+435 mil). Em termos de salários, cinco setores registraram ganhos reais, com destaque para a construção (+8,3%) e a agricultura (+6,1%).

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Outro avanço importante foi o recuo da informalidade, que caiu para 37,9% dos ocupados, contra 38,7% no mesmo período de 2024. Isso significa que, proporcionalmente, mais brasileiros estão conseguindo empregos com carteira assinada ou formas de contratação mais estáveis.

A subutilização da força de trabalho também recuou: agora são 18 milhões de pessoas nessa condição — 2,1 milhões a menos que há um ano. A taxa de subutilização caiu de 18,3% para 16,9% no período. Esse indicador considera não apenas os desempregados, mas também aqueles que trabalham menos horas do que gostariam ou que desistiram de procurar emprego.

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Muitos avanços e alguns desafios

Apesar dos números positivos, ainda há 7,3 milhões de brasileiros sem trabalho. O número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado é de 13,7 milhões, e o país ainda registra 3,1 milhões de pessoas em situação de desalento, que gostariam de trabalhar mas desistiram de procurar.

A agropecuária foi o único setor com retração, perdendo cerca de 348 mil postos de trabalho em 12 meses. Essa queda pode ser explicada por fatores sazonais, climáticos e de mercado, que afetam especialmente as regiões do interior e os empregos informais.

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Mesmo com os desafios, o cenário é de avanço. O emprego público cresceu 3,5% em um ano e o trabalho por conta própria chegou a 26 milhões de brasileiros, alta de 2,1%. A taxa de informalidade nesse grupo também recuou. Segundo o IBGE, os dados apontam para “um mercado de trabalho mais robusto, que se apoia na recuperação econômica e no aumento da confiança dos empregadores”.

Com mais brasileiros trabalhando, ganhando melhor e contribuindo com a economia, o país dá passos largos para a redução das desigualdades. A geração recorde de empregos com carteira assinada retrata um mercado mais saudável e comprova, mais uma vez, o potencial do Brasil quando há um governo verdadeiramente comprometido com o desenvolvimento.

Da Redação

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