Nivaldo Santana e Igor Felipe Santos destacam estratégias de mobilização, desafios políticos e o papel educativo do plebiscito para fortalecer a agenda progressista no Brasil
Publicado pelo Portal Vermelho
No programa Entrelinhas Vermelhas, transmitido nesta quinta (12), os debatedores Nivaldo Santana (secretário sindical nacional do PCdoB) e Igor Felipe Santos (militante do MST), ambos integrantes da Coordenação Nacional do Plebiscito Popular, detalharam os objetivos do plebiscito lançado em abril deste ano. A iniciativa busca mobilizar a sociedade por meio de duas perguntas centrais:
Segundo Igor, o plebiscito não tem validade legal, mas é um instrumento de debate, conscientização e organização da classe trabalhadora. “É um processo político e pedagógico para dialogar sobre grandes temas”, explicou, destacando que as perguntas foram escolhidas por seu apelo popular e capacidade de unir movimentos sociais, sindicatos e partidos.
Assista a íntegra das entrevistas:
Estratégia de mobilização: do presencial ao digital
Para alcançar milhões de brasileiros, o plebiscito combina métodos tradicionais e tecnológicos:
Nivaldo Santana ressaltou a importância de descentralizar a ação: “Precisamos de comitês em bairros, universidades e igrejas para garantir escala. O plebiscito começa em 1º de julho, mas ganhará força na Semana da Pátria (1º a 7 de setembro), quando toda a militância sairá às ruas”.
Desafios políticos: enfrentar a direita e superar fragmentações
Os entrevistados reconheceram que o campo progressista enfrenta obstáculos:
Para contrapor isso, o plebiscito busca alianças com pastorais sociais, escolas de samba, torcidas organizadas e coletivos culturais . Igor enfatizou: “O objetivo é retomar e fortalecer os vínculos das organizações com a classe trabalhadora, criando uma base sólida para enfrentar a direita”.
Papel educador do Plebiscito: conscientização e formação política
Além da mobilização, o plebiscito tem um componente educativo. Segundo Nivaldo, ele visa “desenvolver a consciência política, tratando problemas que passam despercebidos no dia a dia”. Exemplos incluem:
Igor destacou a importância de cursos de formação: “Nosso objetivo é que militantes voltem aos estados com ferramentas para organizar o plebiscito e debater as pautas com profundidade”.
De mutirões a uma nova correlação de forças
Até setembro, os organizadores planejam mutirões para divulgar o plebiscito em todo o país:
Nivaldo concluiu: “Vivemos um período de relativo refluxo na mobilização social, mas o plebiscito pode ser a virada. Se conseguirmos unir milhões em torno dessas pautas, mudaremos a correlação de forças no país”.
Um projeto de longo alcance
O plebiscito popular não é apenas uma campanha, mas parte de uma estratégia de longo prazo para reconstruir o movimento popular brasileiro. Enquanto a direita avança com narrativas simplistas, o desafio do campo progressista é provar que suas propostas são soluções reais para os desafios do trabalho, da desigualdade e da participação cidadã. Como resumiu Igor: “Não queremos ser fatalistas, mas o plebiscito reúne condições de transformar a conjuntura”.
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