Ato convocado por UNE, frentes de movimentos socais e centrais sindicais levará às ruas rechaço a Trump e defesa da soberania
Publicado pelo Portal Vermelho
A manifestação em 1º de agosto de 2025, puxada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), contra as agressões à soberania nacional do Brasil pelo governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente de extrema direita Donald Trump, tende a ser um importante ponto de partida para grandes mobilizações populares. Também participam dos protestos organizações como a Frente Povo sem Medo e Frente Brasil Popular, que reúnem centrais sindicais e movimentos sociai, além de partidos de esquerda. A UNE orienta os participantes a usarem verde e amarelo como forma de reafirmar a defesa da soberania nacional.
Além de violar regras do direito internacional, as medidas de Trump são, confessadamente, retaliações à aplicação das normas do Estado Democrático de Direito contra as condutas golpistas e criminosas do grupo liderado pelo ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro. Elas são parte do plano trumpista de impor a hegemonia estadunidense no mundo, a política de enfrentamento com a China para tentar conter o seu acelerado desenvolvimento e protagonismo no mundo. Por tabela, são atingidos os países que participam do BRICS e os organismos internacionais multilaterais.
Neste contexto, Trump pela via da truculência empreende uma investida para que América Latina se curve como se fora um quintal da Casa Branca. E o Brasil, pela sua importância na região, se torna o alvo principal do ataque. Julgam que para dominar por completo América Latina precisam de um governo vassalo, subserviente em nosso país. A extrema-direita, o clã Bolsonaro e a direita são instrumentos de Trump para tentar tornar realidade esse plano de dominação imperialista.
São parte dessa ofensiva o tarifaço de 50%, a investigação comercial contra o Brasil e as sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Estamos fazendo isso porque eu posso”, proclamou Trump. A ameaça do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte – um fantoche de Trump – de aplicar sanções “secundárias” contra Brasil, China e Índia por manterem relações comerciais com a Rússia também dá a medida dessa escalada autoritária.
A manifestação convocada pela UNE vem em boa hora, sobretudo pela resposta de amplos setores da economia nacional, de empresários a trabalhadores, ao ataque do governo estadunidense, além da ação do governo do presidente Lula que, como esperado, tomou a frente da defesa das instituições democráticas e do interesse nacional.
Em seu recente 60º Congresso realizado em Goiânia (GO), a UNE disse que os estudantes lutam “por um país desenvolvido científica e tecnologicamente, soberano e que avance nas pautas essenciais ao povo”. Constatou também que essa geração de estudantes enfrenta a extrema-direita, que possui enraizamento nas tradições mais autoritárias do país.
Segundo a entidade, o bolsonarismo, mesmo após a derrota eleitoral, segue organizado e alinhado a uma rede global pautada na política imperialista de ataque à soberania dos povos, “mostrando que o imperialismo estadunidense está disposto a tudo para frear o avanço de alternativas ao seu domínio”.
A UNE ressaltou também que participa, com dezenas de movimentos sociais, da luta por um país com um projeto voltado para o povo ao construir o Plebiscito Popular por Justiça Fiscal e Social, que mobiliza a sociedade a discutir pautas como a taxação dos bilionários, o alívio da carga tributária dos mais pobres e o fim da escala 6×1. “Esse plebiscito é uma poderosa ferramenta de conscientização e mobilização popular ao apresentar uma alternativa concreta ao caos neoliberal”, afirmou.
Segundo a nova presidenta da UNE, Bianca Borges, “mais uma vez a história nos convoca a defender a nossa democracia, a defender a nossa soberania de ataques estrangeiros”. As ações de Trump são “uma interferência em um julgamento que demonstra o total desinteresse do bolsonarismo e da extrema-direita pelo desenvolvimento do Brasil”, disse. “Conseguimos agrupar a maior parte das forças e dos estudantes em torno dessas pautas, devido à gravidade do momento político que passamos pela interferência estrangeira.”
A defesa da soberania nacional em face do ataque do imperialismo estadunidense é um divisor de águas entre patriotas e serviçais de potências estrangeiras. Reforçar as manifestações de rua de 1º de agosto é essencial. Elas têm potencial para ser o catalizador de uma ampla e unitária marcha em defesa da democracia e da soberania nacional, sob o governo do presidente Lula, um combate ao ideário da direita e da extrema-direita que agride os interesses do país e sabota os direitos do povo. Ao levantar essas bandeiras, a UNE e outras entidades populares, partidos políticos, apontam a mobilização do povo como uma frente de luta indispensável para o futuro do Brasil como país próspero, soberano, desenvolvido e democrático.
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