Apesar dos 694 produtos que foram isentos da tarifa adicional, impacto ainda atinge 55% das exportações e pode afetar 146 mil postos de trabalho em até dois anos
Publicado pelo Portal Vermelho
Estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), divulgado nesta terça-feira (5), revela que as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos podem reduzir em R$ 25,8 bilhões o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no curto prazo (de um a dois anos) e até R$ 110 bilhões no longo prazo (de cinco a dez anos).
A simulação já considera as isenções para 694 produtos que permanecem com a tarifa anterior de 10%. Esta longa lista de isenção representa 45% do valor exportado aos norte-americanos.
Assim, a simulação considera o impacto somente para os demais produtos, que receberam uma tarifa adicional de 40%, elevando para 50% o imposto cobrado.
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Conforme divulga a Fiemg, a perda de renda das famílias pode alcançar R$ 2,74 bilhões no curto prazo e significar a eliminação de 146 mil postos de trabalho formais e informais.
A avaliação é de que os setores industriais mais atingidos serão: siderurgia, fabricação de produtos de madeira, fabricação de calçados e de máquinas e equipamentos mecânicos. Quanto ao agro, o maior impacto atinge o café e a carne bovina.
As exportações do Brasil aos EUA em 2024 chegaram a US$ 40,4 bilhões, o equivalente a 1,8% do PIB nacional.
“Os produtos brasileiros que seguem sujeitos à taxação representam cerca de 55% das exportações ao mercado americano, somando aproximadamente US$ 22 bilhões”, diz Fiemg.
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A Federação visa alertar que mesmo com parte dos produtos isentos do “tarifaço”, as negociações para mitigar os efeitos sobre demais cadeias produtivas devem permanecer, como o governo tem feito.
Nesta quarta, o governo brasileiro formalizou uma queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a imposição da tarifa por Donald Trump. Além disso, há a expectativa por um acordo setorial com os norte-americanos que isente também o café e a carne bovina brasileira.
Minas Gerais
Em específico sobre Minas Gerais, o terceiro maior estado exportador para os EUA, com US$ 4,6 bilhões vendidos aos norte-americanos no passado, o estudo revela que 37% das exportações ficam isentas da sobretaxa e o restante, 63%, será atingido, principalmente devido ao encarecimento dos preços do café, carnes bovinas e tubos de aço. O impacto estimado no PIB mineiro chega a R$ 4,7 bilhões em dois anos.
Nesse sentido, a entidade reforça que a via diplomática é o caminho mais eficaz para mitigar os impactos negativos da ação de Trump.
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