Advogado argumentou que Nogueira “atuou ativamente” contra tentativa de golpe, enquanto estratégia de Braga Netto foi a de desqualificar a delação
Publicado pelo Portal Vermelho
As sustentações orais da primeira parte do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a trama golpista terminaram nesta quarta-feira (3) com as alegações dos ex-ministros da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o general Walter Braga Netto, que também foi candidato a vice nas eleições de 2022. Ambos fazem parte do núcleo crucial da tentativa golpe.
Andrews Fernandes, advogado de Nogueira, sustentou que seu cliente é inocente e que tentou dissuadir Bolsonaro de tentativas de golpe de Estado. Ele argumentou que o ex-ministro “atuou ativamente para demover o ex-presidente de qualquer medida nesse sentido”.
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Disse, ainda, que Nogueira não “fazia parte dessa organização criminosa” e que a prova de sua contrariedade ao plano golpista seria o fato de integrantes integrantes do grupo atuarem para retirar o então ministro do cargo.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Nogueira é acusado de discutir e elaborar, junto com o núcleo bolsonarista, as medidas voltadas à ruptura democrática.
Braga Netto
Já o advogado do general Walter Braga Netto, José Luís Oliveira Lima, seguiu a linha de desqualificar a delação do ex-ajudante-de-ordens, Mauro Cid, além de defender a absolvição de seu cliente e se queixar da quantidade de material anexado ao processo.
“A acusação fez um discurso muito bem lido aqui, mas não tem prova, é um discurso, é uma narrativa acusatória. Não se pode condenar alguém com base em narrativas, mas com base em provas”, disse o advogado.
Ele argumentou que Cid foi pressionado a delatar — o que foi negado pela defesa do ex-ajudante-de-ordens — e que o acordo teria sido fechado somente com a Polícia Federal, sem a participação do Ministério Público Federal.
A acusação apresentada pela PGR aponta que Braga Netto teve papel central na trama golpista, mantendo contato direto com os manifestantes e articulando ações clandestinas com militares ligados ao governo. Ele está preso no Rio de Janeiro, acusado de obstrução nas investigações da tentativa de golpe.
Com agências
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