Logo após sua reeleição, Trump intensificou a ofensiva contra pessoas trans, retirando proteções garantidas em governos anteriores e negando direitos elementares
Publicado pelo Portal Vermelho
O governo Trump representou a institucionalização do ódio nos Estados Unidos. Sob o disfarce da moral conservadora e do nacionalismo, sua administração alimentou um projeto separatista: dividir a sociedade entre quem merece direitos e quem deve ser silenciado.
Um dos desdobramentos mais emblemáticos desse legado é a lei “Don’t Say Gay”, sancionada na Flórida por Ron DeSantis, herdeiro político do trumpismo. A lei proíbe que escolas abordem orientação sexual e identidade de gênero da pré-escola ao 3º ano do fundamental, criando um terreno fértil para perseguições contra professores, famílias e, sobretudo, para negar a dignidade de jovens LGBTQIA+. Trata-se de um ataque direto à liberdade de expressão, à educação crítica e ao direito básico de existir.
Logo após sua reeleição, Trump intensificou a ofensiva contra pessoas trans, retirando proteções garantidas em governos anteriores e negando direitos elementares, como o acesso a banheiros condizentes com a identidade de gênero.
Para compreender a base desse projeto de ódio, é preciso recorrer à Psicologia de Massas do Fascismo, de Wilhelm Reich. Ele demonstrou como regimes autoritários se sustentam em uma cultura de repressão sexual e social, manipulando medos e frustrações para transformá-los em obediência irracional. É por isso que, mesmo explorados, setores da população podem apoiar ideologias que atacam seus próprios direitos.
Dentro dessa engrenagem, destacam-se também movimentos que separam a comunidade, como o chamado “Movimento LGB sem T”, que tenta organizar lutas específicas sem reconhecer a integralidade da sigla LGBTQIA+. Essa fragmentação não fortalece a diversidade: serve ao separatismo e ao enfraquecimento coletivo.
As lutas identitárias, ao contrário, quando se afirmam em sua totalidade, são mais do que reivindicações setoriais: são formas de questionar a lógica de exploração e dominação, criando solidariedade e consciência de classe contra o capitalismo e o autoritarismo.
O ataque às pessoas LGBTQIA+ não é um fenômeno isolado. Ele faz parte de um mecanismo do capitalismo em crise, que utiliza o conservadorismo como arma de controle social. Enquanto a riqueza se concentra nas mãos de poucos, a guerra cultural contra os mais vulneráveis divide a classe trabalhadora e desvia o foco da exploração econômica.
A resposta não pode ser individualizada. Deve ser coletiva, solidária e revolucionária. É na perspectiva comunista que as lutas identitárias encontram sua força plena: enfrentando o ódio e a opressão no imediato, mas também construindo os alicerces de uma sociedade livre, justa e igualitária, onde todes possam viver com dignidade.
Só a superação do capitalismo permitirá transformar essa utopia em realidade.
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