Questionado sobre essa possibilidade, o governador respondeu: “Quero cumprir bem a missão, não importa em que papel”, declara. “Não preciso ser protagonista”, ressalta.
Publicado pelo Portal Vermelho
Depois da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começou a cumprir pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a admitir publicamente que pode ser candidato à sucessão do presidente Lula no próximo ano e se movimenta nesse sentido.
Questionado sobre essa possibilidade, o governador respondeu: “Quero cumprir bem a missão, não importa em que papel”, declarou Tarcísio durante o fórum UBS WM Latin America Summit. “Não preciso ser protagonista”, agregou, para enfatizar que o desafio central é unir a direita – com as bençãos de Bolsonaro.
Em seu discurso para representantes do mercado financeiro, ele admitiu que os bolsonaristas estão “atordoados com a notícia da prisão” do ex-presidente, mas recomendou paciência para contornar a situação a tempo de viabilizar uma candidatura ultraliberal e conservadora competitiva. “Não tenham ansiedade.”
O governador também deu as coordenadas sobre o papel do ex-presidente na escolha do nome do candidato da direita: “Essas peças já estão sendo devidamente montadas e encaixadas. Tem um respeito pela liderança que o Bolsonaro construiu ao longo dos anos e ele precisa ser respeitado, pra poder contar com esse capital político”.
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Apesar da ponderação em defesa de seu tutor, Tarcísio sinalizou que o mês de março é um prazo razoável para a definição. “Vai ter a hora certa. Não existe isso de ‘é dezembro’. Não, não é. Pode ser janeiro, pode ser fevereiro ou março. Não tem problema e vai dar tempo. A gente precisa é do projeto vitorioso”, pontuou. Essa hipótese contradiz o discurso da família Bolsonaro, que quer manter até o limite possível o discurso de candidatura do ex-presidente, ainda que ele esteja inelegível.
A fim de não parecer ingrato, Tarcísio deixou varias palavras elogiosas a Bolsonaro. “Não tenho dúvida de que ele vai ter um papel importante – e esse arranjo é muito mais provável do que se imagina. Vai ser muito mais forte do que se imagina e vai ser um arranjo vitorioso”, afirmou, sem convencer a audiência, que já rifou o ex-presidente.
Tarcísio ainda previu que, em breve, a direita “vai se organizar e apresentar esse projeto” para “livrar o Brasil do PT”. Ainda assim, é notório que as falas em defesa da anistia e do indulto a Bolsonaro escassearam. O governador de São Paulo quer ficar bem com toda a direita e com a extrema direita, mas continua com dificuldade para explicitar até que ponto é líder ou fantoche de um projeto pós-Bolsonaro.
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