Lula cumpre promessa de baratear alimentos e o brasileiro está gastando menos na hora de comer: o arroz caiu 24% e o feijão, 32% em 2025
Publicado pelo Portal Vermelho
Apesar dos esforços da direita em fazer crer que, sob o governo Lula, o país não vai bem, a realidade teima em mostrar o contrário. Além dos avanços em diversas políticas públicas, do aumento na taxa de emprego e na renda dos trabalhadores, os brasileiros também estão tendo acesso a uma comida nutritiva mais barata.
Símbolo da culinária popular do país, a dupla arroz e feijão está entre os itens cujo preço mais caíram neste ano. De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, até agora, o arroz acumulou uma redução de 24% e o feijão preto, de 32% no ano.
“Pouco repercutida pela grande mídia, a promessa do governo federal de baratear itens essenciais da alimentação segue sendo cumprida. O prato típico brasileiro está mais barato. Feijão e arroz estão entre os produtos com maior queda na cesta básica”, reforça Daniela Sandi, economista do Dieese, em entrevista ao Portal Vermelho.
De acordo com a economista, “esses recuos são significativos e trazem uma melhora importante no poder de compra, principalmente para a população de menor renda, resultando em maior alívio no orçamento dessas famílias, já que o gasto com alimentação é proporcionalmente maior nesse estrato social”.
Conforme dados do Dieese, enquanto em 2022 um trabalhador que ganhava um salário mínimo comprometia, em média, 66% da sua renda somente com a compra da cesta básica, em 2025 o comprometimento médio caiu para 57,5%.
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Mas, essa queda no preço dos alimentos vai muito além do alívio no bolso do trabalhador. “Significa o fortalecimento e a integração de várias políticas públicas, como a segurança alimentar, o fomento à agricultura familiar, a diversificação e ampliação da produção agrícola brasileira (visto que a soja nos últimos anos avançou sobre áreas de feijão e arroz)”, avalia.
Valorização do salário mínimo
Cabe incluir nesse cenário a retomada da política de valorização do salário mínimo, um indutor importante para o consumo das famílias, especialmente as de renda mais baixa. Entre 2003 — primeiro ano do governo Lula — e 2017 (meses depois do impeachment de Dilma Rousseff), o salário mínimo teve 77% de ganho real (acima da inflação).
A política foi interrompida durante os governos subsequentes de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), entre 2018 e 2022, e retornou com a posse de Lula, em janeiro de 2023. De lá para cá, sua recomposição ficou em torno de 15%.
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“Essa retomada representa um grande avanço, dentre tantos fatores, não só pela importância da recuperação da renda — considerando o seu alcance, já que são 60 milhões de brasileiros que recebem salário mínimo (entre aposentados e ativos) —, mas pelo peso que a alimentação tem no orçamento dessas famílias”, pondera Daniela.
Pode não ser perceptível a todos, dadas as dificuldades que as informações factuais enfrentam para chegar ao conjunto da população — que comumente se informa por redes sociais onde pululam fakes news —, mas o atual governo tem apostado em uma atuação sistêmica (e sistemática) de combate à pobreza e às desigualdades, onde a alimentação tem papel central. E isso está diretamente ligado às políticas de maior acesso à comida, para além do Bolsa Família ou da política de fortalecimento da merenda escolar.
Nesse sentido, a economista acrescenta que o avanço na aquisição de alimentos saudáveis, a “comida de verdade”, é também resultado de um conjunto de ações e políticas públicas tais como o acesso ao crédito e o fomento à agricultura familiar; a ampliação e a diversificação na produção de itens essenciais do prato do brasileiro (e não só a soja e o milho); a retomada e fortalecimento das políticas de abastecimento (com destaque para a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab) e distribuição (como as Centrais Estaduais de Abastecimento – Ceasa); desoneração de impostos cesta básica e a redução de tarifas de importação.
“Tudo isso reafirma que a alimentação é um tema transversal e estratégico para a soberania de um país e para a melhoria das condições de vida da população”, conclui Daniela.
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