Viagem consolidou acordos, anúncios de investimentos e nova ambição comercial com a Índia. Governo pretende elevar trocas bilaterais e reposicionar o Brasil no cenário internacional
Publicado pelo portal Vermelho
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a viagem oficial à Índia, encerrada neste domingo (22), como a mais bem-sucedida em termos comerciais do terceiro mandato e como “o marco de uma nova relação entre Brasil e Índia”, segundo afirmou o próprio presidente.
Entre os principais resultados apontados estão anúncios de investimentos, a participação de mais de 300 empresários brasileiros e a ampliação de acordos e iniciativas de promoção comercial em setores estratégicos, como minerais críticos, saúde, tecnologia, indústria farmacêutica, defesa e inteligência artificial.
“Nenhum encontro foi mais denso, com maior resultado que esse aqui na Índia”, afirmou Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, ao fazer o balanço da missão empresarial.
A avaliação ocorre após quatro dias de compromissos em Nova Déli, que reuniram uma comitiva formada por 11 ministros, parlamentares e representantes do setor privado.
Lula defendeu elevar o intercâmbio econômico entre os dois países para um patamar superior ao inicialmente discutido com o governo indiano.
“O [Narendra] Modi defendeu que a gente chegue a US$ 20 bilhões até lá, mas eu acho que é pouco. Nossa meta é chegar a US$ 30 bilhões”, afirmou o presidente, em entrevista coletiva antes de deixar o país.
Segundo ele, o potencial das duas economias e as demandas da chamada nova indústria brasileira permitem uma expansão mais ambiciosa das trocas comerciais.
Ao todo, foram assinados 11 acordos governamentais e 10 instrumentos entre empresas, em uma agenda que o Palácio do Planalto passou a tratar como referência do esforço de reposicionamento internacional do Brasil após o isolamento diplomático do governo anterior.
Entre os exemplos citados está um investimento estimado em US$2,5 bilhões em mineração e infraestrutura portuária no Rio Grande do Norte, além de um aporte de R$5 bilhões do grupo Aditya Birla para expansão da produção e reciclagem de alumínio em Pindamonhangaba (SP).
Também foram mencionadas a ampliação de investimentos do grupo Tata após a aquisição global da Iveco, um memorando entre Embraer e Adani para cooperação industrial e projetos da Vale voltados à cadeia do minério de ferro.
Ao se dirigir a executivos indianos, Lula buscou enfatizar previsibilidade institucional e ambiente favorável a novos aportes. “Investir no Brasil é vantajoso”, afirmou o presidente.
Segundo integrantes da comitiva, parte das empresas envolvidas já opera no Brasil e sinalizou novos ciclos de expansão, enquanto outras avaliam a entrada no mercado brasileiro a partir dos entendimentos firmados durante a viagem.
A leitura do ambiente empresarial foi tratada pelo governo como um ativo político da missão. Lula afirmou ter se surpreendido com o entusiasmo demonstrado por investidores indianos em relação ao Brasil, em contraste com o ceticismo frequentemente observado no empresariado doméstico.
“Gostaria que muitos empresários brasileiros vissem o discurso dos empresários indianos sobre o Brasil”, disse o presidente, ao comentar o tom das reuniões.
Segundo ele, a percepção externa reflete a recuperação da credibilidade internacional do país e o impacto da política de reconstrução de pontes diplomáticas adotada no atual mandato.
Além da dimensão econômica, a viagem reforçou a convergência política entre Brasil e Índia em fóruns multilaterais. Os dois países mantêm atuação coordenada no BRICS, no G20 e no G4, grupo que defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Para Lula, a articulação entre economias emergentes é também uma resposta às assimetrias do sistema internacional. “Se você permitir que o país pequeno negocie com o país maior, o acordo sempre será prejudicial ao país menor”, afirmou, ao defender maior coordenação entre países do Sul Global.
A agenda incluiu ainda temas ligados à tecnologia e à economia digital. Antes do início da visita de Estado, Lula participou da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, onde defendeu a regulação das grandes plataformas e apresentou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê R$23 bilhões em investimentos até 2028.
https://www.youtube.com/watch?v=asPm9a9M4GM&list=PLU7EHq4fmk62WyLxYihJgBKgJP0nCbK8p
STF afasta prefeito e vice de Macapá em investigação sobre desvio de recursos de emendas…
Pela paz mundial, contra as guerras imperialistas de Trump! Além de dominar petróleo e…
Em dez anos, Brasil registrou mais de 13,7 mil feminicídios Somente em 2025, foram…
Mídia ocidental atua como porta-voz de Trump no ataque ao Irã Cobertura de veículos…
MPGO denuncia comerciante por maus-tratos a animal e perturbação do sossego em Goiânia MP busca…