Segundo Censo Escolar 2025, percentual saiu de 15% para quase 26%. Com isso, Brasil atinge meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024
Publicado pelo Portal Vermelho
Um em cada quatro alunos (25,8%) da educação básica que frequentam a rede pública de ensino está estudando em tempo integral, o maior percentual já atingido pelo país nessa modalidade nos últimos quatro anos. No ensino médio, foi verificado um dos principais avanços, saindo de 16,7% para 26,8%.
É o que revela o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta quinta-feira (26), em Manaus (AM).
De acordo com a pesquisa, o percentual de matrículas presenciais em tempo integral no ensino básico saiu de 15,1% para 25,8% entre 2021 e 2024, evolução de 10,7 pontos percentuais (p.p). Com esse avanço, o país atingiu a Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, que prevê o atendimento de pelo menos 25% dos alunos da educação básica da rede pública em tempo integral.
Nesse universo educacional, o ensino médio registrou o maior avanço no número de matriculados em tempo integral, saindo de 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025.
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Já o ensino fundamental dos anos finais (6º ao 9º ano) registrou 23,7% e os anos iniciais (1º ao 5º ano) 20,9%. Na pré-escola, as matrículas em tempo integral representam 18,3% do total.
“É um dado para a gente comemorar. É claro que com o novo PNE, que está para ser aprovado no Congresso Nacional, nossa meta é ampliar a escola em tempo integral para 40%. Meu sonho é que fossem 100% de escolas em tempo integral em todos os níveis da educação básica, mas a nossa meta 6 do PNE foi pela primeira vez alcançada”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.
Conforme o governo, “os dados destacam o resultado do investimento de R$ 4 bilhões do Ministério da Educação (MEC) no Programa Escola em Tempo Integral, criado em 2023, para apoiar redes de ensino na expansão de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7 horas diárias ou 35 horas semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica”.
Da creche ao fundamental
No que diz respeito à educação infantil, o Censo Escolar apontou o alcance do maior patamar de crianças de zero a três anos com acesso à creche (41,8%), aproximando-se da meta de 50% estabelecida
pelo PNE.
Segundo o MEC, apenas em 2025 foram criadas 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas, com apoio do governo federal por meio do Novo PAC. Com relação ao ensino fundamental — maior etapa de toda a educação básica —, o Censo contabilizou 25,8 milhões de matrículas.
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O ministério destacou, ainda, que o Censo converge com dados colhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, a partir dos quais “estimou-se que o percentual da população de 6 a 14 anos que frequenta a escola chegou a 99,5% em 2025. Na faixa etária de 6 a 10 e na de 11 a 14 anos, o atendimento é de 99,6% e de 99,4%, respectivamente”.
Queda no atraso escolar
Durante a apresentação, também teve destaque a queda na taxa de distorção idade-série na rede pública de ensino. O atraso escolar caiu 4,3 p.p. no ensino fundamental — de 15,6% para 11,3% — e 10,3 p.p. no médio — de 27,9% para 17,6% na comparação com 2021.
Já no terceiro ano do ensino médio, a redução dessa defasagem foi de 27,2%, em 2021, para 14%, em 2025. Essa mudança pode estar associada aos efeitos do programa Pé-de-Meia, instituído em 2023 e que busca garantir a permanência do estudante na escola até a conclusão dessa etapa de ensino
“Os alunos estão repetindo menos. Antes, a retenção inchava o sistema, passando ano a ano. À medida que eu reduzo a distorção idade-série e dou oportunidades aos alunos que estão atrasados para que eles concluam, eu reduzo o número de matrículas”, afirmou Camilo Santana.
Mais internet nas escolas
Ainda de acordo com o levantamento, o Brasil avançou no quesito conectividade: o percentual de escolas com acesso à internet na educação básica passou de 82,8%, em 2021, para 94,5%, em 2025.
O MEC ressaltou que, com a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, lançada em 2023, “foram investidos R$ 3 bilhões, de 2023 a 2025, em escolas estaduais e municipais, alcançando um avanço de 45% para 70% das escolas com conectividade adequada para fins pedagógicos”.
Redução de matrículas
O Censo Escolar envolveu a análise de 46 milhões de matrículas nas 178,8 mil escolas de educação básica. O número apontou queda de 2,29% nas matrículas na educação básica em comparação a 2024, quando foram registradas 47,08 milhões.
No entanto, conforme explicou Fábio Pereira Bravin, coordenador de Estatísticas Educacionais da Diretoria de Estatísticas do Inep (Deed), em declaração à Agência Brasil, essa redução não é um problema e reflete a diminuição da população em idade escolar, especialmente entre zero e quatro anos e entre 15 e 17 anos. Segundo o órgão, o dado relevante é que o atendimento educacional da população está aumentando.
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