Mulheres são protagonistas nos governos de Lula e Dilma
Diferentemente do governo FHC em que não houve a implementação de políticas públicas voltadas para as mulheres, ao longo de 12 anos dos governos de Lula e Dilma, o Brasil aplicou uma série de ações que garantiram avanços no combate à discriminação e violência contra a mulher. Uma delas foi a Lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que completou 8 anos dia 7 de agosto.
Dilma com lideranças femininas no lançamento do “Mulher: Viver sem Violência”De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde que entrou em vigor, em 2006, cerca de 700 mil processos judiciais se fundamentaram nesta lei para promover punições, medidas de proteção e atendimentos à mulher.
Longo caminho até a aprovação
A farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que dá nome à lei, foi vítima das constantes agressões do então marido e sobreviveu a duas tentativas de assassinato. Ela ficou paraplégica devido a um tiro na coluna que levou do agressor.
A luta jurídica para ver preso o homem que tentou tirar a sua vida e pela criação de uma lei de combate à violência chegou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), isso depois de 15 anos de inúmeras tentativas de que uma lei sobre o tema fosse aprovada no Brasil. A instância aceitou a denúncia contra o Estado brasileiro e determinou expressamente, além do julgamento do agressor, a elaboração de lei específica relativa à violência contra a mulher.
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| Maria da Penha, que dá nome à Lei 11.340 |
A construção do projeto de lei que resultaria na Lei Maria da Penha começou em 2002, no governo Lula, com organizações de mulheres trabalhando na primeira versão do texto. O documento passou pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM), tendo o apoio de vários ministérios, até chegar ao Congresso Nacional, sendo aprovado pelas duas casas legislativas, em 2006, e sancionada por Lula no mesmo ano.
Avanços
Como resultado, a aprovação da lei gerou uma série de políticas nos governos de Lula e Dilma. Foi instituído o Ligue 180, uma central de assistência à mulher, com atendimento gratuito e confidencial, e criado o programa “Mulher: Viver sem Violência”, que prevê a construção da chamada Casa da Mulher Brasileira. Trata-se de centros de integração de atendimento com serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda em todas as 27 capitais brasileiras.
Em 2013, portanto no governo Dilma, o programa recebeu investimentos da ordem de R$ 265 milhões, sendo R$ 115,7 milhões para a construção dos centros. Cada unidade terá capacidade de atender 200 mulheres por dia e 72 mil por ano.
Mais da metade dos empregos gerados
Mas além do combate à violência – que ainda é um câncer a ser extirpado -, foi preciso promover a independência econômica da mulher. Hoje, a participação delas no mercado de trabalho consolidou-se e avançou. Dos 4,5 milhões de empregos formais criados nos últimos três anos do governo Dilma, 2,4 milhões, ou seja, mais da metade, foram ocupados pelo sexo feminino.
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| Mulheres ampliaram participação no mercado de trabalho |
A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, destacou as conquistas durante evento de mulheres evangélicas na semana passada. “Não se corre atrás do prejuízo em 10 ou 12 anos. Fomos capazes de mexer nas bases e construir um novo futuro.”
Dilma lembrou que o governo procurou garantir a promoção da mulher em todas as instâncias e ações do governo, citando o Bolsa Família como exemplo. “Desde o início do programa estabelecemos que a mulher mãe e, portanto, o centro da família, seria responsável pelo recebimento do benefício. Não era uma discriminação com os pais, com os irmãos, a personalidade masculina da família, mas um reconhecimento de que a mãe abre mão de tudo pelos seus filhos, pelos seus netos”, disse a presidenta. O Bolsa Família atende 14 milhões de brasileiros, sendo 93,2% de mulheres responsáveis pelo benefício.
Dilma também lembrou do programa Brasil sem Miséria, que retirou 36 milhões de pessoas da pobreza extrema, enquanto outras 42 milhões ascenderam à classe média. “Nenhum programa social que quer ter dimensão, foco e atingir milhões de pessoas pode desconhecer a mulher e a família. O programa só é efetivo se reconhecer isso”, enfatizou.
O Minha Casa, Minha Vida, maior programa habitacional da história do Brasil, também seguiu essa diretriz dando prioridade no registro do imóvel à mulher. De 1,5 milhão de casas entregues até janeiro deste ano, 52% estão no nome da mulher.
Como consequência dessas políticas, a mulher também se qualificou mais. Pesquisa do IBGE aponta que entre o total de pessoas com, pelo menos, o nível superior de graduação concluído no Brasil em 2010, 58,15% são mulheres (7.829.666 mulheres), e 41,85% são homens (5.634.092).
E mais mulheres vão incorporar esse índice, pois mais da metade dos inscritos do ProUni, que garante bolsas integrais de estudo nas universidade privadas, e dos financiamentos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) são mulheres. E 60% dos alunos do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego) são do sexo feminino, sendo que das beneficiárias do Bolsa Família, 800 se matricularam no programa.
Além de todos esses avanços, não podemos deixar de apontar o crescimento da participação da mulher nos três poderes. No Judiciário, ampliamos o número de ministras no Supremo e demais instâncias. Até o final da década de 1960, apenas 2,3% dos magistrados eram mulheres. Esta proporção, que chegou a 11% na década de 1990, atingiu a 30% em 2012, segundo levantamento de Maria Sadek, cientista política da Universidade de São Paulo e pesquisadora sênior do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais.
Foram criadas as cotas para garantir a presença feminina na política. O número de mulheres em disputa por algum cargo nas eleições gerais deste ano é 46,5% maior do que no último pleito, em 2010. Mas o principal passo que impulsionou todas essas conquistas foi dado pelo povo brasileiro ao eleger Dilma Roussef, primeira mulher presidenta do Brasil.
Portal Vermelho


