Ministério libera R$163 milhões em recursos para hospitais
O Ministério da Saúde determinou a liberação de R$ 163.916.778,27 aos Hospitais Universitários Federais. Os recursos que contemplarão 47 unidades, fazem parte do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), coordenado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e executado em parceria pelos ministérios da Educação e da Saúde.
Os recursos contemplarão 47 unidades que fazem parte do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf)
De acordo com portaria publicada na edição desta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União o repasse da verba fica condicionado à “comprovação, pelo hospital, da sua necessidade para pagamento imediato, de forma a não comprometer o fluxo de caixa do Fundo Nacional de Saúde”.
O Rehuf é uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação e busca melhorar a gestão administrativa, financeira e hospitalar nas áreas de assistência e ensino. Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados. O Ministério da Saúde repassa, além do financiamento do Rehuf, recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, entre outros incentivos. Este ano serão investidos R$ 560 milhões em recursos federais no Rehuf.
Fonte: Agência Brasil

O que o site não informa: os hospitais que não aderem ao programa de privatização proposto pelo governo federal, no qual a autonomia de gestão vai embora em nome de alguma proposta que não convenceu, ficam de fora.
Catalão pode ver o resultado disto na cidade vizinha: Uberlândia. Ela só não interrompeu atendimento de urgência e emergência.
Para quem não sabe o que significa isto: o governo federal não gere seus recursos nem planeja nada: quer impor suas “soluções mágicas” usando como recurso a estratégia totalitária de propaganda pesada e a construção de um bode expiatório no discurso e imaginário popular (falas como “o culpado disto é….”).
Minha crítica é no fato que uma área tão crítica como a saúde precisa ter uma solução sustentável discutida amplamente e não o arremedo de resposta que o governo federal vem fazendo em todos os níveis.
Voltando ao caos da gestão de saúde em Uberlândia (uma lição que precisamos refletir bem): a UFU é o único local onde são feitos muitos exames de alta complexidade porque nem a prefeitura dali nem as prefeituras das cidades vizinhas fazem investimentos em estrutura de saúde, com o resultado óbvio: uma instituição sobrecarregada e a população em filas que não precisariam existir se .os gestores fizessem sua obrigação.