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Em reunião com estudantes, promotores informam procedimentos adotados no Caso Mateus

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Cinco promotores receberam estudantes e advogado de Mateus Ferreira

Uma comissão formada por cinco membros do Ministério Público de Goiás (MP-GO) recebeu no início da noite desta quarta-feira (3/5) um grupo formado por estudantes da Universidade Federal de Goiás e pelo advogado da família de Mateus Ferreira da Silva.

A reunião, ocorrida no edifício-sede do MP-GO, serviu para que os estudantes pudessem se inteirar sobre os encaminhamentos tomados pela instituição em relação à agressão sofrida por Mateus durante as manifestações da última sexta-feira (28/4).

Participaram do encontro o subprocurador-geral para Assuntos Administrativos, Carlos Alberto Fonseca; os promotores do Júri Aguinaldo Bezerra Lino Tocantins e Renata de Oliveira Marinho e Sousa; o coordenador do GCEAP, Leandro Murata; o coordenador do CAO Criminal, Luciano Miranda Meireles, além do advogado da família de Mateus, Pedro Guilherme, e dos estudantes da UFG Luciana Rodrigues e Fábio Júnior.

O coordenador do GCEAP explicou que horas após a ocorrência da agressão ao estudante o Ministério Público começou a acompanhar o caso. No início da tarde desta quarta-feira (3/5), antes da reunião com os estudantes, o Ministério Público enviou à Polícia Civil requisição determinando a abertura de inquérito policial, para que seja apurado eventual crime comum por parte do capitão da PM. Esse procedimento ocorre sem prejuízo ao inquérito policial militar que já havia sido instaurado e está sendo acompanhado pelo MP.

“Assim que fomos informados que a Polícia Civil ainda não havia instaurado procedimento policial atuamos em conjunto com os promotores naturais. Esse ofício foi assinado pelos promotores do Júri e irá avaliar esta questão se houve ou não crime comum”, explicou. A Polícia Civil terá 30 dias, que é o prazo legal, para encerrar o inquérito.

Outros casos

Além do caso Mateus, os estudantes também entregaram um requerimento ao Ministério Público relembrando outros casos isolados de atuação policial ocorridos em Goiás e também episódios envolvendo os próprios estudantes. Eles solicitaram maior discussão acerca da política de Segurança Pública do Estado.

Sobre os casos, Murata afirmou que o GCEAP irá abrir procedimentos para apurar cada uma das solicitações. Já sobre as discussões sobre a política de segurança pública, Luciano Miranda agendou nova reunião na sede do CAO Criminal, nesta quinta-feira (4/5), para ampliar as conversas com os estudantes. O encontro contará também com a presença da coordenadora do CAO de Direitos Humanos, Patrícia Otoni.

“Nós já temos realizado diversas ações sobre essa questão. Sabemos que esta discussão não é fácil e, por isso, queremos manter este canal de comunicação com os estudantes”, ressaltou Miranda, que se dispôs a participar, também, de uma audiência pública sobre o tema na universidade.

(Texto: Fagner Pinho / Foto: João Sérgio – Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)