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MPGO APOIA POLÍCIA CIVIL EM AÇÕES DA OPERAÇÃO HIPÓCRATES DE COMBATE À CORRUPÇÃO NA REGULAÇÃO DA SAÚDE

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MPGO APOIA POLÍCIA CIVIL EM AÇÕES DA OPERAÇÃO HIPÓCRATES DE COMBATE À CORRUPÇÃO NA REGULAÇÃO DA SAÚDE

Ações causavam sobrecarga nas vagas das unidades hospitalares públicas

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por intermédio da 18ª Promotoria de Justiça de Goiânia, participou nesta quinta-feira (9/2) da Operação Hipócrates, deflagrada pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) contra a prática de fraudes e corrupção no sistema de regulação médica estadual – sistema que regula (ajusta) o acesso do paciente aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Após manifestação favorável emitida pelo promotor Leonardo Marchezini, em substituição na 18ª PJ, foram expedidos e cumpridos mais de 20 mandados de prisão, busca e apreensão e outras medidas cautelares.

Durante a investigação, foi descoberto que desde 2020 pessoas estavam pagando a operadores do sistema estadual de regulação até R$ 5 mil para que fossem incluídas indevidamente na fila de regulação médica. Com isso, elas burlavam a fila de prioridades, a fim de que pudessem realizar cirurgias eletivas (programadas), consultas médicas, exames e internações a serem pagas pelo serviço público de saúde.

Para Leonardo Marchezini, que acompanhou de perto o cumprimento dos mandados no início da manhã, a prática causava sobrecarga nas vagas das unidades hospitalares públicas, em prejuízo daqueles que de fato necessitam realizar determinados procedimentos médicos.

Segundo o promotor, a maioria dos casos era de procedimentos cirúrgicos estéticos. Suspeita-se que, só nos últimos 6 meses, apenas um operador tenha feito mais de 1.900 inserções fraudulentas no sistema de regulação médica estadual, considerando que alguns operadores sequer são vinculados a Unidades de Saúde do Estado ou dos municípios.

Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Goianira, Anápolis, Damolândia, São Miguel do Araguaia e Teresina de Goiás. São investigados crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa.

(Texto: Mariani Ribeiro/Assessoria de Comunicação Social do MPGO)