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Operação contra violência em escolas prendeu ou apreendeu 302 pessoas

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Operação contra violência em escolas prendeu ou apreendeu 302 pessoas

 

Deflagrada em 5 de abril, Operação Escola Segura investiga 1.738 casos suspeitos e não tem data pra acabar

 

Foto: Marcus Pena/TV Integração

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou que 302 pessoas já foram presas ou apreendidas, desde o dia 5 de abril, sob suspeita de participarem de ameaças ou ataques a escolas no país. Segundo Dino, a Operação Escola Segura, criada para investigar ameaças e ataques, não tem prazo definido para acabar.

“Nós vamos continuar a agir até nós combatermos e debelarmos um a um esses agrupamentos extremistas que estão querendo fazer terrorismo contra as crianças, contra os adolescentes e contra a educação.”, disse. Ele ainda descreveu essas pessoas como “inimigas da liberdade”.

Mediante a disseminação de boatos de ataques nesta quinta, muitos pais, por medo, optaram por não levar os filhos à escola. Publicações que circularam nas redes sociais e grupos de WhatsApp, diziam que novos ataques estariam sendo planejados para esta quinta-feira — a data de 20 de abril coincide com o massacre de Columbine que resultou na morte de 15 pessoas nos Estados Unidos em 1999.

Em balanço apresentado pelo ministro nesta quinta-feira (20), foi revelado que 2.593 boletins de ocorrência foram registrados, mais de mil pessoas foram interrogadas pelas autoridades policiais, 1.738 casos estão sob investigação, e 270 buscas e apreensões foram realizadas para confiscar armas e artefatos de grupos extremistas, assim como os neonazistas.

“Temos um dia hoje de monitoramento especial e vamos rezar e orar para que terminemos o dia como começamos”, declarou Dino, que afirmou entender a decisão das famílias de não levarem seus filhos para a escola. “Não cabe a nós julgarmos as decisões das famílias, mas até este momento que estamos conversando, não há nenhuma razão objetiva para isso. Diria que é uma atitude de tranquilidade com vigilância”.

Brasília (DF), 20/04/2023 – Centro de Comando e Controle, onde funciona o Ciberlab, espaço em que ocorre o monitoramento e demais ações relacionadas à Operação Escola Segura. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Operação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Ciberlab/Diop) , conta com 27 delegacias especializadas da Polícia Civil, além de agentes da Polícia Federal, totalizando 4.253 policiais envolvidos.

Além dos órgãos de segurança e inteligência do Brasil, a Operação conta, ainda, com a cooperação da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos. Já foram lavrados 2.593 boletins de ocorrência e instaurados inquéritos da Polícia Federal, que buscam identificar os perpetradores de violência.

Segundo Dino, o “trabalho [da operação] continua forte e não tem data para acabar” uma vez que o principal objetivo é punir os responsáveis pelas ameaças. Ele garantiu que quem pratica crime não está protegido pela liberdade de expressão e que a liberdade de expressão é para quem exerce sua opinião nos termos da lei.

“Falou em nazismo, ameaçou, diz que vai fazer ataque, estamos pedindo a prisão, porque não há possibilidade de convivermos com este clima que alguns poucos querem criar em detrimento de 40 milhões de estudantes brasileiros”, complementou o ministro.

Redes sociais

O balanço da operação também apresentou números referentes às solicitações feitas às redes sociais em relação a conteúdos que incitem ou façam apologia a crimes. Até agora, foram 812 pedidos de remoção ou preservação de conteúdo para investigação, mas as solicitações não significam que as páginas foram removidas.

Medidas de prevenção

O MJSP assinou dois editais para a segurança comunitária: um é referente à adesão ao Programa Nacional de Segurança nas Escolas, que prevê R$ 150 milhões para o fortalecimento das capacidades institucionais dos órgãos de segurança pública para atuar nas escolas, por meio de ações preventivas das patrulhas das polícias militares ou das guardas civis; outro, assinado em 12 de abril, libera R$ 100 milhões para o fortalecimento das Guardas Municipais e deve ser publicado na próxima segunda-feira. Os projetos serão analisados pelo MJSP até o fim de maio e, a partir daí, os recursos serão liberados.

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com informações do MJSP e agências

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