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Lula anuncia R$ 7,6 bilhões para o agro e adota tom conciliador

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Lula anuncia R$ 7,6 bilhões para o agro e adota tom conciliador

 

Presidente participou da Bahia Farm Show e disse que pequenos e grandes produtores são essenciais para o país

 

Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura da 17ª Bahia Farm Show. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante a abertura da 17ª edição da Bahia Farm Show, na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), na terça-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciaram complemento para o atual Plano Safra 2022/2023 e mais recursos para o financiamento com taxa fixa em dólar, um reforço de 7,6 bilhões para os produtores rurais.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o prefeito de Luiz Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também estiveram na ocasião.

O reforço anunciado na maior feira agrícola e de negócios do Norte e Nordeste acontece pouco tempo antes do Novo Plano Safra 2023/2024 ser lançado. Os recursos são disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Em seu discurso, Lula adotou um tom conciliador com o agronegócio – setor majoritariamente refratário ao presidente.

“É obrigação do Estado criar as condições de ajudar. Porque dizer ‘eu não preciso do governo’ é mentira. O pequeno precisa, o grande precisa e o médio precisa. Se não é o Estado colocar dinheiro, muitas vezes o agronegócio não estaria do tamanho que está, para financiar as máquinas, financiar a safra, garantir as exportações”, falou Lula, ao indicar que o governo deve atender os pequenos produtores rurais da agricultura familiar até os grandes produtores.

“Polêmica que eu acho maluca é o pequeno proprietário e o agronegócio. São duas coisas totalmente necessárias ao país. Não há rivalidade. Não há por que o preconceito do grande contra o pequeno ou do pequeno contra o grande. O Brasil precisa dos dois”, completou.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro da Agricultura destacou a atual fase do governo em sintonia com as necessidades do agro.

“Estamos vivendo uma fase de muito incentivo. A retomada de programas de investimentos com toda a força e determinação do presidente Lula […] Em janeiro, o BNDES liberou R$ 2,9 bilhões, rapidamente tomados. Veja a força do setor: criamos uma linha de crédito dolarizada, 7,59% de juros, abaixo das taxas do Plano Safra e R$ 2 bilhões em um dia foram tomados”, disse Fávaro.

Recursos

De acordo com o BNDES, do total de 7,6 bilhões anunciados, R$ 3,6 bilhões são um do complemento do Plano Safra 2022/2023 em vigor para dez programas operados: “o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota)”.

Segundo o governo os recursos “ofertam crédito rural para todos os programas agropecuários, permitindo investimentos em custeio, inovação, maquinário e comercialização”.

Em outra frente o Ministério e o Banco disponibilizam a linha de financiamento em dólar para crédito rural com R$ 4 bilhões. A medida já havia sido revelada, porém agora os recursos poderão ser usados “para financiamento de construção e ampliação de armazéns, irrigação, formação e recuperação de pastagens, geração e distribuição de energias de fontes renováveis e regularização ambiental da propriedade”

“A novidade é que a linha passa a ser destinada para programas, para tudo aquilo que o produtor tiver necessidade, quer seja a compra de calcário, a conversão de pastagens, todos aqueles investimentos em máquinas, armazéns, inclusive a construção civil dessas obras podem ser financiadas -por essa linha de crédito dolarizada”, indicou Fávaro.

Conforme nota do BNDES, já foram disponibilizados R$ 11 bilhões para o setor agropecuário no primeiro semestre.

*Informações Ministério da Agricultura, BNDES e Brasil de Fato. Edição Vermelho, Murilo da Silva.

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