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Consumo dos Lares sobe 3,13% em março, frente a igual mês de 2023

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Consumo dos Lares sobe 3,13% em março, frente a igual mês de 2023

Segundo a Abras, alta resulta das políticas de geração de emprego e renda do governo Lula

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Aquecimento: frente a fevereiro, o consumo das famílias subiu 8,85%, maior alta para março desde 2021

As políticas de geração de emprego e renda do governo Lula foram responsáveis, em março, por uma alta de 3,13% no Consumo dos Lares Brasileiros, na comparação com o mesmo mês de 2023. O índice foi divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

“O reajuste real do salário-mínimo quando o mercado de trabalho está mais aquecido – na comparação ao mesmo período do ano anterior – tem influência direta no consumo no domicílio”, diz o vice-presidente da Abras, Marcio Milan. “Outro aspecto relevante vem do desembolso feito por consumidores contemplados com o pagamento dos precatórios em janeiro, bem como daqueles que receberam os recursos antecipados em fevereiro”, acrescenta.

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No final de dezembro, o governo liberou o pagamento de R$ 93 bilhões em precatórios — dívidas do setor público reconhecidas pela Justiça – com o objetivo de quitar o calote deixado por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, que trouxe dificuldades para muitas famílias.

Outro montante foi liberado no final de fevereiro, quando o governo adotou como medida de estímulo à economia a antecipação do pagamento de R$ 30,1 bilhões em precatórios.

Os dados mostram também que, frente a fevereiro, o consumo das famílias subiu 8,85%, maior alta para março desde 2021, quando o índice foi de 11,1%. O dirigente da Abras diz que essa subida se relaciona às vendas de Páscoa, que, neste ano, aconteceram no primeiro trimestre. No acumulado de janeiro a março, a expansão foi de 2,04%.

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Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentre outros recursos injetados na economia no primeiro trimestre, citados pela Abras, estão os pagamentos de R$ 43,14 milhões do Bolsa Família, de R$ 566,3 milhões do Auxílio-gás (fevereiro), dois lotes do PIS/PASEP (montante estimado de R$ 28 bilhões para o calendário 2024), lotes residuais de Imposto de Renda estimados em R$ 643 mi e R$ 4,7 bi em Requisições de Pequeno Valor (INSS).

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Para 2024, alta de 2,5%

Para 2024, a Abras projeta crescimento de 2,5%, influenciado pelo montante de R$ 67,6 bilhões do pagamento antecipado do 13º salário para 3,6 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários dos auxílios do INSS, além dos recursos do programa Pé-de-Meia, do governo federal, que deve injetar R$ 6 bilhões no mercado ao longo do ano.

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Recuo no preço dos alimentos

O Abrasmercado – indicador que mede a variação de preços da cesta composta por 35 itens – recuou 0,16% em março, frente a fevereiro. No acumulado de 12 meses, a queda é de 1,34%.

Os preços da cesta passaram de R$ 738,49 para R$ 737,33, na média nacional.

Dentre os produtos básicos, as principais quedas de preços foram registradas no óleo de soja (-2,75%), farinha de trigo (-1,47%), farinha de mandioca (-1,27%), arroz (-0,90%), massa sêmola de espaguete (-0,40%).

Indo no sentido contrário, as altas vieram do café torrado e moído (1,08%), feijão (0,78%) e açúcar (0,36%).

Na análise regional, três regiões encerraram o mês com quedas nos preços: Sudeste (-0,49%), onde a cesta passou de R$ 749,02 para R$ 745,36, seguido pelo Centro-Oeste (-0,47%), que passou de R$ 694,54 para R$ 691,31, e Sul (-0,24%), que passou de R$ 822,30 para R$ 820,32. Já as regiões com alta de preços foram Nordeste (0,35%) e Norte (0,22%).

As informações da entidade são coletadas com associadas, que operam no mercado de supermercados, hipermercados e também de atacarejo, segmento que tem sido mais explorado pelo setor na última década e vem sustentando as taxas de expansão mais fortes.

Da Redação