MILITAR DENUNCIADO PELO MPGO É CONDENADO A 111 ANOS DE PRISÃO PELA MORTE DA COMPANHEIRA, DA FILHA DELA E TENTATIVA DE HOMICÍDIO DA OUTRA ENTEADA, EM RIO VERDE
MILITAR DENUNCIADO PELO MPGO É CONDENADO A 111 ANOS DE PRISÃO PELA MORTE DA COMPANHEIRA, DA FILHA DELA E TENTATIVA DE HOMICÍDIO DA OUTRA ENTEADA, EM RIO VERDE

Júri aconteceu nesta terça-feira (28/5)
O policial militar Rafael Martins Mendonça foi condenado, em sessão do Tribunal do Júri de Rio Verde realizada ontem (28/5), a 111 anos de reclusão pela morte da companheira, Elaine Barbosa de Sousa, e da enteada Ágatha Maria Barbosa Bonifácio (3 anos), e pela tentativa de homicídio de sua outra enteada, Sarah Sunshine Sousa Bonifácio (5 anos). O réu havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) em fevereiro do ano passado pelos crimes cometidos no dia 14 de dezembro de 2022, na casa em que vivia com a família, em Rio Verde.
Os homicídios de Elaine e Ágatha, conforme a denúncia do promotor de Justiça Paulo de Tharso Brondi de Paula Rodrigues, apresentaram três qualificadoras (motivo torpe, à traição e feminicídio), que também incidem sobre a tentativa de homicídio de Sarah. Assim, ele foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado (em relação a Elaine e Ágatha) e por tentativa de homicídio triplamente qualificado (em relação a Sarah).
Também a pedido do MPGO, o juiz determinou que o réu pague o valor de R$ 200 mil, a título de indenização mínima por danos morais em favor das vítimas, para a reparação dos danos causados. O valor deverá ser dividido na proporção de 50% em favor da vítima sobrevivente, Sarah Sunshine Souza Bonifácio, e os 50%, a ser dividido em partes iguais para os ascendentes das vítimas fatais, ou seja, pai e mãe de Elaine e pai de Ágatha.
Casal vivia relacionamento conturbado
O promotor de Justiça Paulo Brondi, que também atuou perante o Tribunal do Júri, apontou que Rafael e Elaine viviam em união estável há um ano e meio. Com o casal, moravam as filhas da mulher, Ághata, de 3 anos, e Sarah, de 5 anos.
Apurou-se que o relacionamento dos dois era conturbado, pelo fato de Rafael ser ciumento e possessivo, o que gerava discussões. Verificou-se ainda que, um dia antes dos fatos, Elaine chegou a mandar uma foto de suas malas para uma amiga, dizendo que iria deixar o policial; no entanto, acabou não fazendo isso, uma vez que Rafael havia afirmado que ele se mataria se isso acontecesse.
No dia 14 de dezembro, segundo apontado pelo MP, estavam todos em casa, quando, por volta das 21h30, o denunciado pegou um revólver e, para causar sofrimento à companheira, atirou em Ághata. A mãe, para proteger a criança, também foi alvejada. As duas morreram em decorrência dos disparos. Logo depois, Rafael atirou em Sarah que, mesmo ferida, conseguiu correr. O denunciado foi preso em flagrante.
(Texto: Assessoria de Comunicação Social do MPGO)
