Lula assina medida para zerar conta de luz de 60 milhões de pessoas
Lula assina medida para zerar conta de luz de 60 milhões de pessoas
Proposta contida em medida provisória foi assinada e enviada ao Congresso nesta quarta (21). Além dos beneficiários pela gratuidade, outros 40 milhões terão descontos
Publicado pelo Portal Vermelho
Lula, ministros e parlamentares durante assinatura da MP. Foto: Ricardo StuckertMedida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (21) e enviada ao Congresso Nacional propõe a criação da Nova Tarifa Social de Energia Elétrica. A iniciativa vai zerar a conta de luz de mais de 60 milhões de pessoas e dar descontos a outras 40 milhões. A iniciativa é parte da “reforma do setor elétrico”, que vem sendo estudada pelo governo.
Pelas redes sociais, o presidente declarou: “Enviei hoje ao Congresso uma Medida Provisória com uma proposta extremamente importante: fazer com que a energia elétrica chegue mais barata para as pessoas. É essa a discussão que vamos ter junto ao Congresso, para ampliar o número de brasileiras e brasileiros que vão ter energia elétrica gratuita ou pagando mais barato todo mês”.
Segundo o Planalto, a medida é fruto “de um amplo processo de diálogo com os principais agentes do setor, especialistas e representantes da sociedade civil, e responde aos desafios decorrentes das mudanças no perfil de consumo, da expansão das fontes renováveis e da necessidade de garantir tarifas mais justas para os consumidores”.
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Por se tratar de uma medida provisória, o texto entra em vigor imediatamente após a sua publicação, mas para virar lei precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal em até 120 dias.
Além de Lula, a assinatura contou com as presenças de ministros, líderes partidários e parlamentares, inclusive os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que sinalizaram positivamente em relação à tramitação da proposta.
Gratuidade e desconto
Pelas regras propostas, famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa e que consomem até 80 kWh/mês deixam de pagar a conta. A previsão é que 16 milhões sejam beneficiadas nesta modalidade.
O texto também contempla pessoas com deficiência ou idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), bem como famílias indígenas e quilombolas do CadÚnico, e famílias atendidas em sistemas isolados por módulo de geração off-grid. Caso o consumo exceda os 80 kWh, será pago apenas o proporcional.
Também fica estabelecida a isenção do pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para famílias do CadÚnico com renda mensal entre meio e um salário mínimo por pessoa que consomem até 120 kWh/mês.
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De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, “a gente vai beneficiar todas as unidades consumidoras com abertura de mercado e o primeiro eixo é a justiça tarifária, impactando mais de 100 milhões de pessoas, 60 milhões com a tarifa social e mais de 40 milhões com a que nós chamamos de novo desconto social”.
Segundo o MME, as isenções e descontos serão compensados por outras ações, como a distribuição mais justa dos custos de Angra 1 e 2, a redução de encargos do consumo de energia incentivada, a distribuição uniforme de encargos e a melhor definição da autoprodução de energia elétrica.
Liberdade de escolha
A MP também garante liberdade para a escolha do fornecedor de energia elétrica. Essa proposta beneficia consumidores como pequenas padarias, restaurantes e residências, além daqueles que já estão no mercado livre de energia.
A abertura do mercado está prevista para começar em agosto de 2026 para a indústria e o comércio, e em dezembro de 2027 para os demais consumidores.
Outras medidas previstas são a criação de mecanismo de negociação de débitos do mercado, desconto de irrigação e aquicultura com proposta de flexibilizar o período deste consumo com o objetivo de aproveitar o excedente de geração em alguns momentos do dia.
Com agências
