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Senador Marcos do Val afronta STF e viaja para os EUA

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Senador Marcos do Val afronta STF e viaja para os EUA

 

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (25) o bloqueio de todas as contas bancárias, cartões e chaves Pix do parlamentar

 

(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) aproveitou o recesso parlamentar e viajou para os Estados Unidos no dia 23 deste mês a partir de Manaus (AM) com passaporte diplomático, documento que deveria ser apreendido por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao sair dessa forma, o parlamentar desacata o Judiciário, pois ele é alvo de medidas cautelares impostas pela corte, uma vez que é investigado por participação direta na trama golpista de janeiro de 2023.

Ele também está na mira de um inquérito aberto pela PF para apurar ofensas e ataques a investigadores.

Em agosto do ano passado, a corporação esteve no endereço do senador em Vitória (ES) para apreender seu passaporte, mas não encontrou o documento.

Leia mais: Alvo da PF, senador Marcos do Val pode ser retirado da CPMI do Golpe

Por meio de nota, o senador confirmou que usou o passaporte diplomático, emitido pelo Ministério das Relações Exteriores e válido até julho de 2027 e sem restrição. “Além disso, meu visto oficial de entrada nos Estados Unidos foi recentemente renovado, com validade até 2035”, diz.

Por conta dessa situação, o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da ação contra os golpistas no STF, determinou nesta sexta-feira (25) o bloqueio em até 24 horas de todas as contas bancárias, cartões e chaves Pix do senador. A decisão está em segredo de Justiça.

Repercussão

Para a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), trata-se de mais uma fuga de golpistas. “Primeiro Eduardo Bolsonaro, depois Zambelli e agora Marcos do Val. O senador descumpriu medida cautelar e embarcou para os EUA usando o passaporte diplomático para burlar a medida cautelar”, critica a deputada.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirma que o caso reforça o debate sobre a necessidade de decretação de prisão preventiva, juridicamente plausível diante da reiteração de condutas ilícitas, da fuga internacional e da obstrução de justiça.

“O STF não pode tolerar que investigados em liberdade tratem medidas cautelares como meras recomendações”, defende.

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