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Conta de luz e alimentos derrubam inflação em agosto

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Conta de luz e alimentos derrubam inflação em agosto

 

IPCA recua 0,11% em agosto, maior queda desde 2022; energia elétrica, tomate, batata e gasolina estão entre os itens que mais caíram, aponta IBGE

 

Foto: Sergio Moraes/reprodução

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,11% em agosto. Esse é o primeiro resultado negativo desde agosto de 2024 (-0,02%) e o mais intenso desde setembro de 2022 (-0,29%), segundo o IBGE. No acumulado do ano, a inflação soma 3,15% e, em 12 meses, 5,13%, levemente abaixo dos 5,23% registrados nos 12 meses anteriores.

Energia elétrica e alimentos derrubam preços

O grupo Habitação apresentou a maior contribuição para a deflação, com recuo de 0,90%. A principal influência veio da energia elétrica residencial, que caiu 4,21% com o chamado Bônus de Itaipu, apesar da bandeira tarifária vermelha 2, que encarece a conta de luz. “Essa foi menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real”, destacou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

Na sequência, o grupo Alimentação e bebidas (-0,46%) registrou a terceira deflação seguida, com forte queda em produtos como tomate (-13,39%), batata (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, “de forma geral, tais produtos alimentícios registraram quedas em razão de maior oferta”.

O grupo Transportes (-0,27%) também ajudou a puxar o índice para baixo, com queda nas passagens aéreas (-2,44%) após o fim das férias escolares e no preço dos combustíveis, especialmente a gasolina (-0,94%).

Setores que ficaram mais caros

Apesar da deflação, alguns setores subiram em agosto. Educação (0,75%) foi influenciada por reajustes em cursos regulares, com destaque para ensino superior (1,26%) e cursos de idiomas (1,87%). Saúde e cuidados pessoais (0,54%) refletiram altas em itens de higiene pessoal (0,80%) e planos de saúde (0,50%). Já o Vestuário (0,72%) teve aumento em roupas masculinas (0,93%) e calçados (0,69%).

No recorte regional, Vitória teve a maior alta (0,23%), pressionada pela energia elétrica e taxa de água e esgoto. Já Goiânia e Porto Alegre registraram as maiores quedas, ambas de -0,40%, devido à redução na conta de luz e nos combustíveis.

INPC também cai

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, também caiu em agosto: -0,21%. No acumulado do ano, o índice está em 3,08% e, em 12 meses, em 5,05%, também abaixo do registrado no período anterior.

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