Parlamentares do PSOL acionam Ministério Público do Trabalho contra Nikolas Ferreira por assédio moral
Parlamentares do PSOL acionam Ministério Público do Trabalho contra Nikolas Ferreira por assédio moral
Parlamentares do PSOL protocolaram nesta quarta-feira (17) uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que o deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) seja investigado por sua participação em uma campanha nas redes para que trabalhadores sejam demitidos por postagens em redes sociais.
Nikolas Ferreira tem incitado empregadores a monitorar e demitir funcionários com base em suas opiniões políticas, o que é flagrantemente ilegal.
A ação foi capitaneada pelo deputado Guilherme Boulos e conta também com a assinatura de Erika Hilton, Talíria Petrone, Pastor Henrique Vieira, Ivan Valente, Célia Xakriabá, Tarcísio Motta, Luciene Cavalcante e Paulo Lemos, todos do PSOL.
Segundo a representação enviada ao MPT, a campanha viola a liberdade de manifestação do pensamento, de consciência e de convicção política, direitos assegurados pela Constituição Federal.
“Por meio da hastag #DemitaEstremistas, os denunciados têm encorajado e incentivado o monitoramento político dos trabalhadores por seus empregadores, incentivando a demissão dos empregados que possuam opiniões ou convicções políticas que não sejam alinhadas com as opiniões e convicções de extrema direita, sendo esses trabalhadores classificados por eles como supostos ‘extremistas’”, diz trecho do documento.
A representação também ressalta que a Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) define como discriminação “toda distinção, exclusão ou preferência, com base em […] opinião política […] que tenha por efeito anular ou reduzir a igualdade de oportunidade ou de tratamento no emprego ou profissão”.
Os deputados pedem que o MPT instaure um procedimento de investigação para apurar a incitação a ilícitos trabalhistas e as demissões que já ocorreram em decorrência da campanha.
