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Cineasta brasileira é libertada após um mês presa pela imigração dos EUA

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Cineasta brasileira é libertada após um mês presa pela imigração dos EUA

 

Após um mês detida em Los Angeles, Barbara Marques é libertada com apoio de campanha internacional e pressão de parlamentares democratas

 

Bárbara Marques | Foto: reproução/Instagram: @barbaramarianamarques

A cineasta brasileira Barbara Gomes Marques May, de 38 anos, foi libertada após passar um mês sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A detenção ocorreu em 16 de setembro, durante uma entrevista de rotina para a obtenção do Green Card, quando Barbara foi surpreendida por uma ordem de deportação relacionada a um processo iniciado em 2019.

O anúncio foi feito pelo marido da diretora, Tucker May, em suas redes sociais. Ele comemorou o retorno da esposa: “Estou imensamente feliz em dizer que Barbara está de volta em casa!! Obrigado a todos que enviaram palavras gentis, nos mantiveram em seus pensamentos ou ajudaram nas campanhas por telefonema para garantir que tivéssemos o devido processo que todos merecem perante a lei. Nós amamos todos vocês!”

Pressão e denúncias contra abusos

Durante o período em que esteve detida, familiares e amigos denunciaram a precariedade das condições a que Barbara foi submetida — entre elas, alimentação inadequada, falta de cuidados médicos e ausência de itens básicos. Uma campanha online arrecadou recursos para cobrir despesas jurídicas, enquanto parlamentares democratas, como a deputada Judy Chu, pressionaram o ICE a cumprir a lei e evitar a deportação da cineasta.

O advogado do caso, Marcelo Gondim, explicou que Barbara não compareceu à audiência de 2019 porque não havia recebido a intimação, já que havia mudado de endereço. Segundo ele, a diretora tem direito ao perdão automático por ser casada com um cidadão americano e já possui uma petição aprovada para residência permanente.

Trajetória da cineasta

Natural de Vitória (ES), Barbara Marques é formada em cinema pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Atuou como atriz e produtora antes de dirigir seus próprios filmes. Seu curta Dias de Cosme e Damião (2016) marcou a estreia como diretora, seguido de Cartaxo (2020) e PRETAS (2021). Em Los Angeles, onde vive desde 2018, ela vinha desenvolvendo seu primeiro longa-metragem quando foi detida.

O caso reacendeu críticas às políticas migratórias adotadas durante o governo Donald Trump, que ampliaram os poderes do ICE e endureceram a perseguição contra imigrantes em situação irregular nos EUA.

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com agências

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