Lula sanciona lei que cria Sistema Nacional de Educação, semelhante ao SUS
Lula sanciona lei que cria Sistema Nacional de Educação, semelhante ao SUS
“Um passo importante pra garantir que União, estados e municípios trabalhem de forma integrada e articulada por mais qualidade do ensino no nosso país”, diz o presidente
Publicado pelo Portal Vermelho
(Foto: Ricarrdo Stuckert/PR)O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (31) o projeto de lei complementar que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE), que se assemelha ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O SNE será um sistema de governança das políticas educacionais sob responsabilidade dos estados, Distrito Federal e municípios e coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), sendo que os entes federados terão autonomia.
“Vai ter um sistema integrado em que todo mundo tem a mesma responsabilidade e a gente não vai esperar mais um ano para ter informações sobre uma criança. A gente pode ter informações em tempo real e pode fazer com que essa criança possa evoluir, que possa evoluir os educadores dentro da sala de aula, que possa melhorar a condição das escolas”, explica Lula.
Leia mais: Lula lança Carteira Docente e exalta educação
O presidente diz que se trata de uma cumplicidade positiva entre os entes federados. “Isso para que a gente possa consagrar essa revolução na educação brasileira. Isso chama-se soberania e não haverá soberania sem educação”, afirma.
“Um passo importante pra garantir que União, estados e municípios trabalhem de forma integrada e articulada por mais qualidade do ensino no nosso país”, resume o presidente
De acordo com o Planalto, o objetivo é integrar dados, informações e evidências educacionais entre os poderes Executivos e definir espaços de negociação e pactuação para reduzir assimetrias nas decisões educacionais, na normatização e no desenho e implementação de políticas públicas.
Outro ponto tange o mapeamento e redistribuição de recursos para diminuir as desigualdades regionais e educacionais.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que o novo sistema vai organizar a governança das políticas, o planejamento das políticas educacionais do país e trata dos padrões de qualidade, da quantidade de financiamento e da avaliação, criando todo esse sistema integrado, que é o mais importante do projeto.
“É integrar os entes federados na definição das políticas públicas para o Brasil. É, em algum aspecto, o SUS da Educação, e um grande passo que o país está dando para ter mais transparência, mais planejamento, mais controle, mais efetividade, e se ter mais rápido os resultados de qualidade da educação brasileira”, esclarece o ministro.
O Sistema Nacional de Educação prevê competências para cada um dos Entes Federados:
União: coordenação nacional, por meio da Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite), assistência técnica e financeira para garantir a qualidade da educação básica pública, manutenção e articulação de avaliações nacionais, sistemas e dados da educação, coordenar o processo de monitoramento e avaliação do Plano Nacional de Educação (PNE) e apoiar, em colaboração com os entes, a oferta e manutenção da educação escolar indígena, quilombola, das populações do campo e das comunidades tradicionais
Estados: a coordenação regional, por meio da Comissão Intergestores Bipartite da Educação – Cibe, e a integração das políticas educacionais com a União e municípios, via programas suplementares, assistência técnica e financeira aos municípios, sistemas próprios de avaliação da educação básica, monitoramento e avaliação dos Planos Estaduais de Educação.
Municípios: coordenação, regulação, avaliação e supervisão local dos sistemas de ensino, a integração das políticas educacionais com a União e estados, monitoramento dos Planos Municipais de Educação. Há também a garantia expressa da possibilidade de formas de associação federativa para implementação de programas e ações educacionais, como consórcios, por exemplo.
Com informações da Ascom/Planalto
