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Venezuela vê “ameaça colonial” no aviso de Trump sobre fechar espaço aéreo

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Venezuela vê “ameaça colonial” no aviso de Trump sobre fechar espaço aéreo

 

“Esse tipo de declaração se constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional”, diz o governo venezuelano

 

Foto: White House

Por meio de nota, o governo da Venezuela considerou uma “ameaça colonialista” a postagem neste sábado (29) do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciando o fechamento do espaço aéreo venezuelano.

“A todas as companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas: por favor considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechados em sua totalidade”, postou o presidente norte-americano na rede Truth Social, criada por ele, para mais uma vez ameaçar a soberania da Venezuela.

A interpretação é que, ao fazer esse tipo de comunicado para as companhias aéreas, Trump insinua que pode atacar a qualquer momento o país.

A Reuters disse que as autoridades norte-americanas ficaram supressas, uma vez que não tinham conhecimento de operação militar para fechar o espaço aéreo daquele país.

Leia mais: Trump diz que EUA podem iniciar ações terrestres contra Venezuela “em breve”

O governo da Venezuela considerou que a postagem faz parte das ameaças constantes de Trump contra a soberania venezuelana.

“Esse tipo de declaração se constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional e que se insere em uma política permanente de agressão contra o nosso país, com pretensões coloniais sobre a nossa região da América Latina e Caribe, negando o Direito Internacional”, diz a nota do governo venezuelano.

Em conversas com militares nesta quinta-feira (27), Trump disse que pretende iniciar operações terrestres contra a Venezuela “muito em breve”.

Ele afirmou que a entrada por solo “é mais fácil” e voltou a usar acusações de narcotráfico — nunca comprovadas por Washington — para justificar a escalada que já levou à morte de dezenas de civis no Caribe.

Sob o pretexto de combater o narcotráfico, o presidente norte-americano posicionou navios de guerra no Mar do Caribe.

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