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Fátima Gavioli secretária de educação importada de Rondônia

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Gente boa do Blog, o governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou na última quarta-feira (19) a nova secretária de educação, professora Fátima Gavioli, ela já assumiu o cargo e dá os primeiros passos no sentido de conhecer nossa realidade educacional.

Ela é paranaense e mora em Rondônia onde ocupou o cargo de secretária de educação no estado.

Fátima Gavioli foi candidata à deputada estadual nas eleições de 2018 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), porém obteve apenas 4.344 votos e acabou não sendo eleita.Em seu currículo, ela é nascida no Estado do Paraná, reside em Rondônia desde 1985, é mãe de dois filhos, constituiu carreira como professora no Estado de Rondônia.

Ela é mestre em Educação e Licenciada em Letras e Pedagogia e pós-graduada em Gestão Pública pelo Centro de Liderança Pública de São Paulo (CLP-SP) e Consultora da Fundação Lemann, além de bacharel em Direito. Ainda de acordo com o currículo e   com os dados do site do Ministério da Educação no INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), não possui publicações na área educacional e nem ainda formulou nenhuma tese sobre educação.

No levantamento do último Censo Escolar de 2017, o Estado de Goiás conta com 13.045 professores docentes em nível superior e de acordo com o Censo do ano de  2014 possui 60.842 professores em nível médio, totalizando assim 73.887 docentes em sala de aula, atuando e enfrentando os sabores e dissabores de uma sala de aula.

Possui ainda várias universidades públicas e privadas importantes, Universidade Federal de Goiás (UFG) é a mais antiga tem mais 50 anos de existência, tem também a Universidade Estadual de Goiás (UEG), um pouco mais nova, 18 anos, recentemente foram criadas mais duas federais, a da cidade de Jataí no Sudoeste do Estado e de Catalão no Sudeste, a Pontifícia Universidade Católica (PUC), ex-UCG, também cinquentona e a Uni evangélica sediada em Anápolis, só para ficar em alguns exemplos mais expressivos.

Porém, nenhum doutor, mestre ou especialista de nenhuma delas, ou de outras particulares, também importantes, serviu para ser secretário de educação de Caiado, ele teve que importar de Rondônia uma professora, que por mais que tenha um bom currículo e mereça nosso respeito, nunca antes havia pisado em nenhuma escola estadual do estado, não conhece nossos professores, nossos alunos e muito menos a realidade vivida na educação estadual, não sabe nem ao menos quem foi João Netto de Campos, que nomeia um colégio estadual em Catalão, ou o professor Ivan Ferreira que batiza outro em Pires do Rio, muito menos Alcides Jubé na cidade de  Goiás Velho ou ainda porque o Liceu de Goiânia é referencia quando o assunto é educação de jovens e adultos no estado.

Dessa forma, educação não pode ser apenas teoria e esse é um dos grandes problemas quando se pensa e se discute o tema, é preciso respirar, viver e senti-la. Conhecer os problemas que atingem o dia  a dia das salas de aula, as angústias e aflições  dos profissionais que atuam diariamente dentro dos muros de nossas escolas, muros esses que em alguns locais ainda são de placas de concreto, como os da escola estadual Dona Zuzu na vila Cruzeiro em Catalão,  ou nem existem, como os de algumas escolas em várias cidades do interior do estado.

Assim, lamentavelmente, mesmo com milhares de professores concursados, em pleno gozo de suas atividades laborais, com mão de obra qualificada, farta e barata, o nosso novo governador preferiu, sabe se lá a pedido de quem e por que, importar uma professora de Rondônia para gerir os destinos de nossa educação pública.

Sem desmerecimento a ela, nossa colega de profissão e com certeza de sofrimentos, não é plausível e justificável trocar tantas teorias e práxis por uma profissional, no mínimo desconectada com a realidade vivida e vivenciada de nossa educação estadual.