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Vereador pretende não deixar que as festas de roça acabem na região

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A decisão da Diocese de Ipameri e da Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus (Nova Matriz), de acabar com as festas de roça em quatro comunidades rurais do município (Custódia, Morro Agudo, Tambiocó e Cisterna), deixou a população muito descontente. Eles defendem os eventos pela tradição que é passada de geração para geração, e por ser também uma das poucas alternativas de entretimento em Catalão.

Recentemente o sacerdote encarregado da direção espiritual da P.N.S.M.D, Frei Edgar Alves, em entrevista ao Blog, contou que essa determinação visa tão somente evitar todos os transtornos decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, “para que seja preservado o segmento a Jesus, a coerência entre a fé e a vida e a obediência à ordem da Diocese…”. Ele deixou claro que os encontros religiosos serão realizados normalmente nesses locais e nas datas de costume, mas sem as festas.

Preocupado com aqueles que não estão a favor da mudança, o vereador Daniel do Floresta (PMDB) tem dito que irá organizar eventos festivos nas mesmas comunidades rurais, em períodos diferentes do habitual e com a parceria dos moradores de cada região, longe da participação da Igreja Católica.

“Não quero que pensem que estou afrontando a Igreja, muito pelo contrário, acho mesmo que os padres tem que fazer isso. Agora, a tradição não pode acabar e é dever respeitar a religião. Então, proponho que elas continuem sendo organizadas, só que sem a influência da Igreja”, explicou Daniel.

Em uma rede social o vereador foi extremamente radical ao defender a decisão dos paroquianos e diocesanos. Em resposta a um membro de sua página social, ele escreveu que a Igreja “quer é o respeito com o nome dos santos, quer quê o católico respeite mais a igreja, coisa que acontece por poucos, pois vão na igreja rezão o terço várias vezes e depois começam a beber, fumar, fazer varias coisas erradas e sendo que todo mundo sabe que é pecado, ai chega um cidadão e pergunta, qual é sua religião ele é e ainda tem coragem de falar que é católico, na verdade o padre tá mais do que certo, pois ele esta lutando para mudar esta imagem que nós católicos temos hoje, pode existir as festas mas respeitem mais a igreja e os santos, Amém!”.

Daniel disse que no momento estuda como e quando organizará as programações e adiantou que elas serão de cunho beneficente, e não religioso. “Toda renda será destinada a reformas de casa da comunidade, vamos ver no que vai dar, contamos com apoio de todos…”. Ele pretende atender primeiro a localidade de Morro Agudo.

 

Por: Gustavo Vieira